Lubuntu

Imagine-se em minha situação: você têm um notebook e um netbook, bem velhos porém funcionais. Você não têm dinheiro para comprar um novo, e seus computadores não possuem valor de venda. Seu Windows XP demora uns 2 minutos para bootar. O que você faz ?

  1. Reinstala o Windows XP.
  2. Instala uma dessas versões “lite” disponíveis pela internet. Ilegais, vale lembrar.
  3. Quebra a cabeça até achar uma distro Linux que valha a pena utilizar, e reaprende a utilizar computadores, para utilizar o Linux de maneira eficiente.

Com certeza a opção 3 é a mais trabalhosa, porém, foi a que eu escolhi 😉

Vivi esta situação em julho de 2010. Possuía um notebook com processador Celeron M de 1.4GHz, e um Positivo Mobo com SSD de 2GB, 512MB de RAM soldados na placa e um processador Via C7-M de 1 GHz. Precisava de um notebook para usar na faculdade, mas nenhum me ajudava. Vender não ajudaria muito, pelo estado lastimável do notebook e a falta de comércio do net. Resultado, conheci o Lubuntu e fui feliz 😉

O Lubuntu é uma distribuição não oficial baseada no Ubuntu. Para quem não conhece a estrutura das distros baseadas no Ubuntu suportadas oficialmente, assim são:

  • Ubuntu, utiliza Gnome e é o “carro chefe”;
  • Kubuntu, utiliza KDE no lugar do Gnome;
  • Edubuntu, utiliza o Gnome e vêm com muitos softwares educativos;
  • Ubuntu Network Remix, distro com a aparência voltada a netbooks, porém precisa de 4GB para instalar;
  • Ubuntu Studio,  utiliza o Gnome e vêm com softwares de desenvolvimento;
  • Xubuntu, utiliza XFCE e, teoricamente, é para computadores mais modestos.

Minhas opções, principalmente ao netbook, eram o Network Remix e o Xubuntu. Porém, meu SSD só possuía 2GB e o Xubuntu acaba sendo mais pesado que o próprio Ubuntu. Assim, por acaso, descobri o Lubuntu.

O Lubuntu é baseado no novo gerenciador de janelas LXDE. Este gerenciador de janelas, baseado no GTK2, é extremamente leve, o seu visual lembra o do Windows (na verdade, lembra o do KDE, mas este é bem parecido com o visual do Windows) e, novamente, é leve.

O maior problema em uma eventual migração para o Linux são os softwares disponíveis. Porém, lembrando que a condição inicial era que eu não tinha nenhum computador disponível, o que eu encontrasse, estava de bom tamanho!  E alguns softwares me deixaram impressionado.

Um exemplo: Dropbox conta com uma ferramenta para Linux. É a mesma ferramenta que utilizamos no Windows, da mesma maneira. Um bug: ele subentende que você usa o Gnome como gerenciador de janelas, portanto chama o Nautilus como gerenciador de arquivos. Mas a funcionalidade de sincronia de pastas é a mesma. A mesma coisa para o gerenciador de ebooks, calibre.

Outras coisas são resolvidas na base da gambiarra: não existem bons clientes de twitter. Muita gente utiliza o Firefox e o complemento Echofon. Como eu não ando utilizando o twitter por muito tempo, e não tenho o Firefox instalado, utilizo o complemento Chromed Bird para o Chromium, versão da comunidade do Google Chrome.

Existem bons softs matemáticos, como o Scilab e o Octave, que é bem compatível com o Matlab. O Maxima pode substituir o Maple / Mathematica, mas, como eu não utilizo nenhum destes, também não utilizo o Maxima! Para edição de arquivos CAD, utilizo o gratuito (para uso pessoal) Progecad rodando via Wine.

Utilizo, como Office, o Open Office. Não utilizo funções avançadas do Excel e nem macros, e a compatibilidade do Word é satistatória. Como também utilizo Open Office em minhas máquinas Windows, o maior trabalho de compatibilidade se dá quando tenho que utilizar arquivos de outras pessoas.

Estou começando a visualizar o Linux como ferramenta de desenvolvimento para eletrônica. Estou, neste momento, instalando o compilador SDCC, e testarei ele assim que possível.

Para finalizar, para quem que, estava na mesma situação que eu: sem dinheiro, precisando utilizar uma máquina ágil, porém a mesma ficava “uma carroça” no Windows, eu recomendo, e muito, a utilização do Lubuntu. É muito gratificante utilizar uma máquina de 2004, em 2011, com qualidade e softwares atualizados. Isto, somente o Linux pode fazer!

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4 comentários sobre “Lubuntu

  1. Ola Mauro,
    1º vou parabeniza-lo pelo blog, mtos assuntos bons;
    agora vamos la: vc mencionou o scilabe/octave para substituir o matlab,
    porem se seu caso for necessario utilizar o matlab , existe versao para linux
    e eh tao boa qto o do windoes, eh so procurar pela net q vc acha ateh q facil.

    abraçs cara e de novo parabens pelo seu blog

  2. Recomendo adicionar na sua lista de aplicativos o Fritzing, não é o melhor que se encontra no “mercado” , mas é bem interativo e possui diversas ferramentas.

    A unica coisa que não gostei no lubunto foi que tive de configurar manualmente o Grub, pois o mesmo não criou a opção de dual boot com uma instalação do windows que já tinha na máquina.

    Ótimo post.

  3. De fato o Linux é melhor para gerenciamento de redes, automatização de alguns eventos e coisas afins, programação web etc.

    Mas para programas que de alguma forma comunicam-se com o usuário, como o Mathlab e simuladores, o Windows continua sem par!

    Eu utilizo o Xubuntu numa máquina ultra velha, Ubuntu em minha máquina de teste e Windows na minha máquina pessoal e de estudo.

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