Novo aparelho – Motorola Quench

 
Motorola Quench: O Android mais acessível da Motorola

Meu espírito de pessoa conectada e, ligeiramente viciada em aparelhos eletrônicos não aguentou ficar com um mesmo celular por mais de 1 ano: comprei o Motorola Quench. Então, irei falar um pouco dele aqui. 

Unboxing não dá pra fazer, já que eu abri o mesmo no momento da compra ;). Por R$900,00, comprado em uma loja da Tim, desbloqueado e sem fidelização, achei o aparelho um bom negócio. Poderia pagar um pouco mais barato caso comprasse no Mercado Livre, só que eu não gosto de fazer compras lá.
Recentemente, estava utilizando o meu E71 cada vez menos como smartphone. O amadurecimento do iOS como plataforma móvel, com os seus defeitos sendo, a cada atualização do sistema, resolvidos, não existia mais a necessidade de utilizar o E71 para auxiliar em minhas tarefas. Em todas as atividades que eu exercia em aparelhos móveis, ou eu fazia com o iPod, em território com Wifi ou offline, ou não fazia. O maior uso do E71 era ler o meu fórum preferido da NBA.
Este desuso do E71 têm muita relação com o atual desinteresse dos desenvolvedores pela plataforma Symbian. A cada semana, novos aplicativos são lançados para o iOS, para Android, mas nada para o Symbian. Soluções, como o Dropbox e Evernote, não aparecem neste sistema. Ao ir descobrindo estas ferramentas, até meu antigo Positivo Mobo M970 voltou ao serviço, e o smart ficou de lado. Até para tirar fotos de livros/cadernos/revistas, o macro do E71 permite visualizar bem os documentos, mas estava utilizando um recém adquirido Motorola ZN5 (que eu não fiz review, porque só utilizei o mesmo como câmera digital e não como celular!), portanto o E71 estava abandonado. Infelizmente.
Eu era fã da Nokia. De 11 celulares que já tive, 6 eram da Nokia. Destes 11, alguns eram meus aparelhos “reserva”, backup, por assim dizer. Utilizava somente para mensagens instantâneas e música (caso do W200), ou pegava de graça com os planos de fidelização. Aparelho de uso mesmo, sempre Nokia. Mas, desde o lançamento do N900, onde todos os donos de N800/N810 foram deixados de lado, eu reclamei da empresa. Na época, as pessoas achavam que eu estava sendo estúpido, pois o N900 iria revolucionar, e que a Nokia não devia nada aos donos da era anterior de tablets. A empresa prometeu os drivers do aparelho, para desenvolvimento do Mer, pela comunidade. Até hoje estamos esperando estes drivers. Aliás, agora, nem Maemo 5 mais teremos, e sim o Meego. Esperamos para ver se os donos do N900 terão o Meego em seus aparelhos, ou se a história irá se repetir mais uma vez.
E todos os blogueiros foram abandonando a Nokia. Blogs como o da Garota sem Fio, Tekimobile, Rodrigo Toledo estão migrando para outros sistemas, seja Android ou iOS. Até o Alessandro, do Npossibilidades, comprou um iPad. O José Antônio, este já tinha motivos de sobra para ter, digamos, “raiva” da Nokia, simplesmente deixou a mesma de lado em seu blog. Eu ainda não acho que o Symbian morreu, continuo achando o E71 o melhor aparelho que já tive, mas, ultimamente, eu estava me sentindo, digamos, abandonado pelos serviços modernos, enfim, pela tecnologia que corre junto com meu sangue 😉 .
Mas meu lado geek não permitiria esta situação por muito tempo.
HTC Touch e Motorola Quench: Assim, não tem como errar no Design, Motorola 😉

Pesquisei por alguns dias. Pensei em diversas possibilidades: um dumbphone, utilizando tethering por bluetooth com o iPod, mas eu poderia fazer isto com o meu próprio E71. Pensei em aparelhos como o E72, E75, por causa dos teclados QWERTY e também pelo meu amor pela Nokia. Cogitei a possibilidade de um iPhone 3GS, mas o preço dele irá despencar em alguns meses, mas eu não estava disposto a esperar. E o Motorola Quench. 

Como podem ver pela foto ao lado, o Quench é muito parecido com o HTC Touch. Na época do Touch, poucos dispositivos com Windows Mobile dispensavam o uso de um teclado físico, e o Touch foi na contra mão. Com a sua interface TouchFLO, ele dispensava até o uso da Stylus em algumas tarefas fáceis. E seu form-factor, um telefone formato barra, com a tela ocupando praticamente toda a face do aparelho, com poucos botões físicos, era novidade para a época. A Motorola, mesmo sem querer, acabou fazendo um dispositivo praticamente idêntico. A idéia era retirar o teclado do Cliq (vendido aqui pelo codinome Dext), adicionar dois botões do sistema, que estavam no teclado, e vender como uma versão barata (no EUA, chamado de Cliq XT, ou seja, Cliq sem o teclado). Mas ficou a cara do HTC Touch. E este form factor, já fêz sucesso uma vez, está novamente em alta.

Não reparem na minha colcha ;D

Acabei comprando o aparelho, na operadora Tim, que é a única que o comercializa no país. Entretanto, o aparelho é comercializado desbloqueado, dando a opção para o comprador receber um desconto no valor do mesmo, e ficar fidelizado por 12 meses, ou optar por pagar o valor completo e receber um desconto na fatura, porém, sem fidelização. Ótima iniciativa da operadora, a qual já critiquei em um passado. A sua conexão, tanto EDGE quanto 3G, em Rio Claro e Piracicaba, se mostrou estável e, embora o limite de minha conexão ser de 300kbps por contrato, se mostrou muito usável, bem diferente da situação de 6 meses atrás, onde o EDGE não passava de 15k e não havia nenhum vestígio de 3G na cidade. Palmas para a Tim. 

A caixa do aparelho têm um apelo jovem. Cores vivas, a mesma não abre completamente, devendo ser levantado o local onde o aparelho vêm acondicionado para termos acesso aos acessórios. Carregador, cabo USB, a tampa com a cor diferente (eu utilizo a cinza, vêm com uma tampa vermelha de reserva), fone de ouvido com conector 3.5mm, cartão MicroSD de 2GB e carregador veicular. Este último acessório me surpreendeu positivamente, pois o E71, que é um High End, não vinha com o mesmo. O cartão pode parecer um pouco pequeno, mas este não é um aparelho High End, e sim um Mid End, e também, cartão eu tenho de sobra por aqui. No big deal.
O aparelho vêm com a interface da Motorola para interação com serviços de internet, o Motoblur. A idéia é interessante: criar uma conta em um servidor da Motorola, e todas as suas mensagens, mails, contas de Twitter e Facebook serão gerenciadas pelo próprio aparelho, e pelo servidor da Motorola, criando, com isso, uma maneira efetiva de reduzir o tráfego de dados, uma interoperabilidade entre aparelhos da marca (uma vez que basta você logar com a sua conta do Motoblur e ter seu novo aparelho configurado), e estar sempre conectado com as novidades. Porém, em minha modesta opinião, a idéia não foi bem executada: contatos do Twitter vão para a sua agenda, as atualizações de Facebook e Twitter aparecem no mesmo local, entre outros problemas. Em 5 minutos, eu tinha mais de mil contatos, e estava perdido em relação às atualizações. Resolvi deixar de usar o Motoblur, restaurando as configurações de fábrica, e não logando no serviço na próxima inicialização. Instalei widgets com os serviços que uso, e configurei cada um de acordo com a minha necessidade. Minha agenda, exportada do Google, já contém todos os meus contatos, já está presente no aparelho. Adorei a sincronia com os serviços do Google. Faltam um reader de RSS da própria Google, e sincronia com as notas (se bem que estou utilizando o Evernote para esse fim) para ser tudo perfeito, mas este é o aparelho que mais chega perto de onde eu gostaria.
A tela, de 3.1″, é supreendentemente brilhante ao sol. É bem nítida, precisa, mas o sistema não responde como o iOS no iPod. Contém multitouch, porém, a versão do Android mal utiliza o recurso, somente em poucos aplicativos (como o navegador). Por falar em navegador, não gostei do mesmo, travado e não aceita recursos como o duplo toque o Safari móvel, que ajusta o trecho a ser lido à largura da tela. Instalei o Opera Mini, mas todos recomendam o Dolphin.
A câmera, embora é de 5 mpx, é razoável para ruim. Porém, é ótima para tirar fotos macro de documentos, em uma espécie de scanner móvel, e podemos mandar estas fotos para a nuvem, através de serviços como o Evernote e Dropbox. Em geral, este aparelho se destaca com uma conexão ativa à internet. E dá-lhe dados: se você habilitar o consumo de dados por rede de celular, não tenha limites em seu plano de dados ou prepare o bolso. Felizmente, dá para escolher se os aplicativos podem sincronizar livremente ou somente com Wifi.
Não vou falar mais do aparelho, pois este post está muito longo e eu preciso de assunto para posts futuros 😉 . Só irei fazer uma tabela sobre prós e contras.
Prós:
  • Design: leve, fino, não marca o bolso.
  • Tela: nítida, com boa resposta, e muito usável, mesmo exposta ao sol.
  • Android: estou adorando o sistema, mesmo utilizando uma versão ultrapassada (Cupcake, versão 1.5).
  • Preço: muito bom para um aparelho com recursos como o seu.
  • Trackpad: facilita a navegação.

Contras:

  • O aparelho esquenta muito, mas muito mesmo, quando está carregando. Erro de projeto? É bem na conexão com a bateria.
  • O acelerômetro não é preciso com o do iPhone.
  • Falta do Android 2.1 (e atualização não é algo certo).
  • Alguns defeitos do teclado, quando a tela está em Landscape. Não funciona alguns botões, como o de ir para o próximo campo, em caso de digitação de formulários.
  • Necessidade de se fazer o root para a instalação de alguns programas. Eu já fiz, mas acho que, como Linux, o modo Super User deveria estar presente (talvez, como o modo Red Pill presente nos tablets da Nokia).
  • O Quickoffice presente no aparelho não edita documentos. E não permite a compra do mesmo, uma vez que o Market Store nacional só libera apps pagos. A solução, neste caso, é utilizar o DocsToGo, que permite a compra por fora do Market Store.

Por enquanto, é só. Ainda irei terminar a série de posts sobre o iPod, mas irei falando de Android por aqui. E também, de um gadget surpresa, que deu nova vida ao meu Highlander, ops, N800. A aguardar 😉

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14 comentários sobre “Novo aparelho – Motorola Quench

  1. ola tudo bem.
    Necessito de uma ajuda sua, eu sou representante comercial de confeccao e necessito de uma maquina para tirar pedidos online, achei esse apad, preço agradavel e tal mas vi muitos comentarios ruins a respeito.
    Eu necessito de um aparelho q tenha acesso 3G para poder conectar a internet em qqr lugar para poder tirar pedidos,nao quero notebook pois inicio do ano q vem estou indo ao Japao e comprarei um la mesmo.
    entao gostaria que voce me indicasse algum aparelho.
    Muito grato por sua atencao.

  2. Eduardo,
    Se precisa de 3G, realmente, o Apad não vai servir. Ele não tem 3G, e os drivers de um modem externo deveriam ser compilados, um processo não muito simples. Já pensou em um smartphone, como o Quench? Talvez um Xperia X10 por causa da tela maior.

  3. bom blog, parabens. leio ele tanto por gadgets quanto engenharia. xD
    Tambem acabei abandonando a nokia meu ultimo foi um n95-1, pensava em trocá-lo por um n97, mas depois de tanto falarem mal da nokia e ler reviews sobre o aparelho decidi ir com um motorola milestone. O unico problema com a motorola desde sempre comigo foi a bateria, e pelos review’s do milestone continua um problema. O Quench tambem acaba rapido a bateria?
    abraços

  4. Dura só um dia, ele usa,muito a internet! Nesse ponto, tenho muita saudade do E71.
    Parabens pelo seu Milestone!

  5. o que ferra é a (com todo respeito) porcaria do Android 1.5, se viesse com o 2.1 (ou 2.2, mas ai é pedir de mais) provavelmente compraria!

    Quantos gadgets vc tem? Não quer vender algum não? xD

  6. Mauro, o Milestone que comprei foi juntamente com um plano de 250mb. Como ainda não tive a oportunidade de pegar um Android queria saber se este plano de dados é suficiente.
    abraço

  7. Fala garoto!
    Mais um gadget novo! hahaha
    Tá certo! Esse vício não desgruda!
    Desde que peguei meu iPhone 3GS consegui sussegar um pouco (vendi o E71 e o N800; o iPod Touch já tonha vendido há um tempo).
    Agora estou na busca por um cel para a a namorada… E vi no blog da Bia (@garotasemfio) um review do Quench e do Flipout… Acho que você fez a melhor escolha!
    Vamos torcer para uma atualização do OS para o 2.1, né?
    Sucesso!!!

  8. Olá Mauro.
    Comprei esse celular Quench pela Claro, com o plano de fidelidade. Acabei pagando apenas 100 reais. Entretanto, com o problema de 12 meses de plano, claro.
    Problemas a parte, acho um celular muito bom pelo preço, como você já disse, e espero realmente que saia a versão 2.1 do android para ele.
    Será que você poderia me dizer como eu descubro se a atualização sairá? É no site da motorola que diz? E não há nenhuma forma de atualizar o android sem que a motorola disponibilize? Talvez pelo computador, ou por outro celular que receba a atualização?
    Não entendo muito bem de firmware para celulares, não funciona como o windows que você pode instalar um mais novo em seu computador, sem ter que falar com a fabricante desse?
    Aguardo, abraços e parabéns pelo blog.

  9. Segundo a Motorola, a atualização não saíra para o Quench latino americano.

    Firmware para celulares funciona da maneira que você falou. Acontece que, este sistema operacional têm que ser compilado para o processador e todos os outros itens de hardware. Os computadores, ou são x86 ou x64, e o Windows é compilado para estas plataformas. O Windows, ao contrário do Linux, não roda em plataformas mais exóticas, como SPARC ou ARM.

    Além do sistema operacional necessitar ser compilado para o seu processador, todos os hardwares presentes também têm que ser compilados. Isso impede um Symbian rodar em um smart com Windows Mobile, por exemplo.

    A boa notícia é que usuários do Brasil estão tentando compilar o Android 2.1 para o Quench, e estão até avançados neste ponto.

    abraço!

  10. “Evoki disse:
    julho 21, 2010 às 4:10 am
    Mauro, o Milestone que comprei foi juntamente com um plano de 250mb. Como ainda não tive a oportunidade de pegar um Android queria saber se este plano de dados é suficiente.
    abraço”

    Evoki em 20 dias eu gastei mais de 1GB… rsrs mas isso depende…. c vc usar soh pra receber e-mails e redes socias 250mg da sim….. mas c for igual eu, fika navegando oo dia todo, ai eh pouco….

  11. O meu Quench esquenta sem ao menos ser utilizado, deixo configurado o modo de economia, e ainda assim a bateria dura nem um dia, as vezes até horas…
    Detestei e não recomendo a ninguém este aparelho…

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