Netbooks – a minha história (até então)

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Sempre fui um admirador das tecnologias de comunicação e mobilidade. Meu primeiro contato com o mundo dos PDA’s aconteceu em 2005, quando vi pela primeira vez um Blackberry em funcionamento. Aquilo mexeu profundamente comigo: já havia acessado vários sites por Wap, porém nunca havia imaginado a existência de algo tão avançado, com teclado QWERTY daquele tamanho e a perfeição na apresentação de mails. Isto me deixou com água na boca, até que, no final de 2006, fiz a minha primeira aquisição relativa à este mundo, meu Nokia E62. Aquilo foi um grande salto em mobilidade, assinava o plano Vivo Smartmail com internet ilimitada, e a partir deste momento fiquei conectado por muito mais tempo, e conheci o mundo dos podcasts, RSS, blogs e afins. (já conhecia alguns blogs e utilizava agregadores de feeds, porém, acredito que a utilização destes serviços é extremamente maximizada em dispositivos portáteis, aonde você escolhe baixar e ouvir a hora que quiser, sem depender de um desktop/laptop para transportar os dados para um mp3 player, por exemplo). Porém, o E62 não me ajudava muito em relação à faculdade: não existem boas literaturas no formado do iSilo para Engenharia Elétrica, e o mesmo é um pouco lento, não sendo muito indicado para leitura diária de PDF e DOC. Foi quando aventei a possibilidade da aquisição de um netbook.

Naquele momento, as realidades eram o Asus EEE e o recém lançado Positivo Mobo. Acer Aspire One, MSI e outros mal colocavam os pés no Brasil, e a necessidade foi aumentando. Eu precisava de um dispositivo ágil na abertura e digitação de textos (para adiantar os relatórios da faculdade), com Wifi, e que conectasse com a HP. Pesquisando, escolhi o Mobo por 3 motivos :

-Autonomia um pouco maior que o Asus EEE;

-Não esquenta muito;

-Garantia por 1 ano (na verdade, o meu tem 2 anos de garantia) no Brasil.

Se me arrependo ? Nem um pouco. Conheço pessoas que estão trocando seus netbooks por notebooks, que não se adaptaram ao seu mundo pequeno. Felizmente, não sou um desses. Veja, um engenheiro não vai abandonar seu caderno: é impossível assistir aulas usando somente o notebook! (Aonde você irá fazer os cálculos e os rascunhos dos projetos eletrônicos ? Um dia escanearei uma página de cálculo de derivada parcial e colocarei aqui no blog 😉 ). O meu notebook, um Positivo M25 com tela de 14″, estava sendo mal utilizado, 3 kg são muito para minhas costas, ainda mais com a pança aumentando cada vez mais 😉 . A agilidade na produção de textos também é um ótimo auxílio. Sim, o smartphone com um teclado Bluetooth me daria a mesma agilidade, um menor peso e maior autonomia, porém os relatórios são sempre compostos de figuras, resultados de simuladores, os próprios simuladores, e essas ocoisas todas não rodariam no mesmo. Nem tudo são flores: programas pesados, nem pensar. Um programa de edição CAD, é sonho, a tela é muito pequena! Porém, para o trabalho básico ele é mais do que excelente.

O SSD do Mobo é de 2Gb, portanto no momento da compra, aproveitei e peguei um cartão SD de 8Gb. Alguns programas infelizmente precisam ser instalados no SSD, caso do Nokia PC Suite, portanto o gerenciamento de memória é um item importante aqui. Tenho somente instalado o Pc Suite e o antivírus, o resto tudo vai para o SSD. Utilizo para navegação o Opera, com as fotos em 90% do tamanho original e mandando redimensionar as páginas, dá conta da maioria dos sites sem barra de rolagem horizontal. Para suíte Office, utilizo o BR Office instalado no SD. Para comunicador, utilizo o Miranda, que é muito leve e roda vários protocolos. Para mail, utilizo o Thunderbird Portable, e o Gimp Portable para a edição de fotos. Sim, a salvação para um PC deste são mesmo os aplicativos portables; eles rodam direto do SD, não sujam o sistema com instalações e têm a maioria das funcionalidades dos originais.

Programas mais específicos da engenharia: utilizo o HP Connectivity Kit (que vem no CD da calculadora) sem problema. Lembrem-se : Comprei o Mobo com essa finalidade! Também utilizo o WinHP para fazer os textos para a calculadora, e o programa PSpice para simulação de projetos eletrônicos. Todos os programas são Freeware, Open Source ou Shareware.  Não recomendo o uso de programas piratas, e muito menos o faria no blog: algumas vezes existem programas gratuitos melhores que os pagos, e eu sou um entusiasta do desenvolvimento de aplicativos open source (sim, bloguear é criar conteúdo gratuito, portanto, faz parte da ideologia livre 😉 . Mas isto é assunto para outro post).

Para finalizar: Se você é um estudante de engenharia e pensa em comprar um netbook, eu recomendo. Mas esqueça: ele não vai substituir o seu caderno, os seus livros e a sua calculadora 😉 . É uma baita de uma ferramenta, mas esteja ciente de suas limitações e potencialize seu uso para o que eles têem de melhor: agilidade para consultas rápidas e textos, e um bem enorme à sua coluna, caso use notebooks tamanho normal 😉 .

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