Posts com Tag ‘melhoria continua’

Retirado de: http://www.acemprol.com/viewtopic.php?f=16&t=4123

Aprender. Uma das verdades mais verdadeiras deste mundo é que ninguém nasce sabendo. Então temos que estudar, sempre. Na época do conhecimento, as pessoas cada vez sabem menos (isto é retirado de uma aula de sociologia), como também, na era da informação, as pessoas cada vez a buscam menos. (outra verdade retirada de alguma aula de sociologia). Finalmente, na era da comunicação, as pessoas se comunicam cada vez menos, se afastam umas das outras para utilizarem mensageiros eletrônicos, e-mail, etc.

Um blog é um instrumento que tenta remar contra essa maré. Blogs, em sua essência, são replicadores e compartilhadores de conhecimento, e blogueiros são um tipo de usuário de computador que sabe realmente se comunicar. Lembro, quando à muito tempo atrás, estava lendo o blog da Bia Kunze, onde ela dizia que os comentários e conteúdo criado era sempre pelos mesmos usuários. Aquilo mexeu comigo, fiquei pensando dias e dias e, percebi que ela tinha razão. Por isso, resolvi criar meu próprio blog. 11 meses depois, quero compartilhar com todos, blogueiros ou não, tudo o que aprendi com alguns blogs, com algumas pessoas que conheci neste tempo de blogosfera, e deixar um pequeno guia de ajuda. Sim, para você, que pretende começar um novo blog, se seguir a estes blogs que eu recomendar, terá dado um passo muito grande para se tornar um ótimo blogueiro (a). (ao contrário de quem vos fala ;) ). Então, vamos a lista:
  • Garota Sem Fio: Uma das referências em matéria de mobilidade, no Brasil.  A Bia é vista como uma heroína, pois conquistou o espaço em um segmento machista (a alguns anos atrás, quantas mulheres eram vistas falando de gadgets com tamanha propriedade ?). Mas, e o que aprendi com ela? Bom, a Bia nem sempre têm os gadgets mais modernos. Porém, ela sempre analisa uma compra, para não ficar com gadgets subutilizados. Portanto, seus gadgets são extremamente utilizados, e, outra coisa que eu admiro imensamente, ela  aconselha aos leitores a sempre fazer uma compra consciente. Enquanto muitos blogueiros, sem perceber, são formadores de opinião, e acabam aconselhando aos leitores a compra de aparelhos que eles não irão usar, ela não o faz, sempre alertando para as pessoas realizarem compras somente se realmente precisam. Recentemente, ela citou que utilizou um aparelho, o HTC Touch, por 3 anos. Quantos blogueiros de tecnologia passam todo esse tempo com o mesmo aparelho (Dica: eu não passo nem metade ;) ). Só isso foi suficiente para dobrar a minha admiração pela pessoa.
  • Rodrigo Toledo: outra referência na blogosfera mobile do Brasil. Em minha opinião, o Rodrigo manteve a blogosfera mobile unida, durante os meses de ausência da Bia. E o que aprendi com ele ? Aprendi algo que admiro muito: problogger também é gente.  Eu lembro de quando eu estava iniciando na blogosfera, e recebi o primeiro comentário dele, citação, pingback, etc. Até então, eu (e garanto, muita gente têm essa visão!) probloggers são pessoas atarefadas, ocupadíssimas, descoladas, mega blaster e tudo o mais, mas nunca têm tempo para conhecer o trabalho de pessoas normais, como eu. O Rodrigo mostrou que eu estava extremamente enganado e, com certeza, existem trabalhos muito bons hoje por causa de probloggers como ele, que apóiam o bom trabalho das pessoas. 
  • Marcelo Barros: Esse é um caso engraçado. Com certeza, a maioria de nós tem os exemplos, os  ”role models”. São pessoas que ocupam a posição que nós estamos lutando muito para atingir. Desde que iniciei a minha graduação, coloquei algumas metas: Trabalhar como desenvolvedor, ficar muito bom em algum tipo de programação, desenvolver aplicativos para celulares. Bem, e aí, o que acontece quando você acaba conhecendo o seu “role model”, ele visita o teu blog, te dá força, etc. ? Bem, você descobre que seus sonhos são alcançáveis, e isto só depende de você. Bem num âmbito pessoal, é ótimo ter pessoas assim para servir de exemplo. O Marcelo é isto: é o exemplo a ser seguido, por mim.
  • Franz Silva: O Franz é o aprendiz do Marcelo. Então, logo o Franz também é meu mestre ! (Vide Kamus – Cavaleiro de Cristal – Hyoga de Cisne, para aqueles que assistiram Cavaleiros do Zodíaco na infância, e se lembram disso, e nem precisaram baixar da net para relembrar ;) ). Mas o Franz, sem querer, acabou me ensinando algo bem importante. Defender as suas opiniões. Aos frequentadores do Nokia BR, o Franz defende o iPhone, com posições claras e argumentos com conteúdo. Defender sua opinião, sem ofender a quem tenha opinião contrária é uma arte que todo blogueiro deveria desenvolver, e o Franz é uma das mentes mais avançadas que já conheci neste quesito.
  • Camila Soares: A Camila me ensinou uma coisa que nem ela aprendeu. Ela me ensinou a acreditar em mim mesmo. Simplesmente, quando um professor inicia o seu próprio blog porque gostou do seu próprio trabalho é um crédito e tanto. Você começa a acreditar em si mesmo. Quantas pessoas que seguem teu blog, você conhece pessoalmente? Acredite, ter uma pessoa que você conhece pessoalmente, essa pessa resolve iniciar o próprio blog porque gostou da idéia de compartilhar experiências e, ainda por cima, essa pessoa é sua professora, é uma experiência muito boa. Com drawbacks, como tudo na vida, mas gratificante ;)
  • Vegetando e Panaggio: O Freebird é um blog novo, mas, pode ter certeza, um dos blogs que mais me influenciaram.  Entre sublinhar o texto, para facilitar a leitura dinâmica, passando por como se fazer um review de verdade (leiam o review do N900. O melhor de todos, em âmbito nacional, em minha opinião, disparado!) e concluindo por como manter uma linguagem espartana, sem ofender ao português.  O Vegetando ainda me ensinou mais coisas, por exemplo tirar leite de pedra dos seus equipamentos, mas isto, ele ensinou em fóruns e pelo twitter dele. Enfim, se alguém quer entender o sentido completo do que é ser um blogueiro, leia o Freebird, e tudo ficará mais claro. Sim, o blog deles é realmente muito bom!
  • Claudio Martinez e Ramalho: uma vez, ainda quando cursava o SENAI, um professor disse que um profissional bem sucedido, era 80% pessoa e 20% técnico. Eles me ensinaram, simplesmente, como ser o melhor possível como pessoa. Os dois fazem algo simplesmente fantástico: eles ajudam a todos sem procurar por reconhecimento. Vou exemplificar: temos o programa Nokia Guru, onde as pessoas certificadas ganham pontos e/ou prêmios por ajudar as pessoas a resolverem seus problemas com os aparelhos. E, no Brasil, quem são as duas pessoas que mais ajudam a resolver problemas com aparelhos da Nokia? Sim, Claudio e Ramalho! Em minha opinião, são as duas pessoas que mais entendem de Nokia no Brasil. Porém, e muito mais importante que isto, os dois são muito, mas muito gente fina. E, pessoas assim, é algo bem difícil de se encontrar, ainda mais na internet!

Então, é isso. Claro, faltam muitas pessoas, existem blogueiros excelentes espalhados pelo Brasil! Caso alguém leia este artigo, e esteja com vontade de iniciar seu blog, visite todos os blogs citados, e, principalmente, inicie seu blog! A geração de conhecimento gratuito te agradece.

10 meses de blog, e o único gadget novo, digno de nota que eu possuo, é o meu N95, que já é um aparelho ultrapassado (porém, extremamente funcional!). E aí, o que fazer?

Bem, eu não irei fazer nada! ;) sim, as vezes a coceirinha de comprar bate, bem como a vontade de ter algo novo, só para render mais posts aqui no blog. Mas eu estou resistindo bravamente, até porque, em dezembro eu posso pegar um aparelho na faixa, pela Tim. Provavelmente, meu primeiro Symbian touch sairá dai.

Incrível como no mundo tecnológico, as coisas ficam velhas de uma hora para a outra. No final do ano passado, quando comprei o E71, disse em alto e bom som que seria o meu celular por muito tempo. Afinal, ele possuía GPS, Wifi, 3G, um ótimo teclado, e todas as outras qualidades. Porém, a indústria sempre vêm com novidades,e estas novidades aguçam ainda mais a nossa vontade de consumir! Mesmo assim, estou cumprindo a promessa: mês que vem, completo 1 ano de E71.

Mas eu não fiquei parado. Embora toda a minha atenção estivesse voltada para as provas, tive algumas atitudes que melhorarão a usabilidade dos gadgets, a citar:

  • comprei um mini teclado Bluetooth (ainda não chegou). Este gadget vai melhorar, e muito, o uso do N800 e dos celulares (principalmente do N95) na minha formação;
  •  comprei o Quickoffice e o Pocket Informant para o iPod Touch. Agora terei tempo para ler o livro Get Things Done e aplicar seus conhecimentos; o Pocket ira ajudar a organizar minha vida a partir dessa filosofia. E tive que fazer um trabalho dentro da van: neste dia, o iPod foi a estrela. Porém, o DocsToGo é um pouco limitado e o Quickoffice estava em producao, aí aproveitei e comprei;
  • o microfone para o touch irá criar muitas notas de voz para o Evernote. Este aplicativo ajuda muito no dia a dia!

Espero ficar ainda um bom tempo com os gadgets ultrapassados e, no inicio do ano que vem, escolher um especial para durar uns 2 anos, e que seja bem versátil. No momento, estou entre iPhone 3 GS e o N900. Espero ter tempo para decidir. O iPhone reúne office, calculadoras, evernote e pocket informant. O N900, se cair nas graças dos desenvolvedores, terá muitos aplicativos de excelente qualidade. Espero ter um bom tempo e fazer a decisão acertada! Também, neste tempo, decidir qual será o próximo netbook. Com uma tela de 10,2″, e uma alta autonomia, será o suficiente para o meu uso. Só não quero comprar algo já desatualizado, como fiz com o Mobo (comprar sem pesquisa dá nisso).

Ter gadgets ultrapassados é algo normal. O que não é normal, é a necessidade quase infinita que eu sentia a meses atrás e, no momento, está devidamente controlada. Finalmente consigo viver bem sem ter que ter um dispositivo novo em minhas mãos a cada dois meses. (mas que faz falta os ter, faz! ;) )

Nos ultimos tempos, contemplei a possibilidade de comprar um novo netbook. Porém, analisando os prós e os contras, cheguei a conclusão que meu notebook atende as minhas necessidades móveis, e meu netbook, embora severamente limitado por ser um Via C7-M com 512 mb de ram soldados na placa, acaba cumprindo muito bem a finalidade para o qual foi comprado: digitar alguns trabalhos leves e ir sempre comigo, sem acabar com as minhas costas ;) . Portanto, só resolvi fazer upgrades leves no meu note.

Com 512 de ram, e um processador Celeron-M de 1.4 GHz, não preciso sonhar em rodar jogos pesados. Para a edição de textos, trabalho com ferramentas de criação de circuitos eletricos/eletronicos, softwares de matemática, não preciso de 1 giga de RAM ou um processador melhor. Portanto, fiz upgrade da bateria, pois a original não segura carga, e no HD.

Fui a loja comprar um novo HD, comprei um de 250 GB, SATA. Nem pensei que o meu notebook poderia, por um simples acaso, ter interface IDE. Pensei, “ele é relativamente novo, foi comprado em 2006, SATA já era padrão”. Bem, não era ;) . A Positivo utilizava notebooks da Clevo, e toda a linha antiga (inclusive o meu V25) é baseado na série M540V. E esta série não utilizava SATA. Bem, esse foi meu erro.

Quando descobri isso, tentei imaginar uma maneira de montar o HD internamente, e conectar o mesmo através de um adaptador USB para SATA. Como a USB é 2.0, a velocidade de leitura irá ficar próxima de um IDE, possibilitando o uso. Então, pus as mãos à obra e desmontei o note.

A primeira coisa que notei: um slot USB que está desativado, está energizado internamente, bastando eu soldar um conector no mesmo para ganhar mais uma porta. Outra ótima notícia: a imagem do meu notebook estava péssima, com cores apresentando problemas, a imagem apresentando instabilidade (o papel de parede mexia, por causa do defeito das cores!). Após a remontagem, este problema foi solucionado, indicando que o flat cable do monitor deve estar pegando algum tipo de ruído. Irei fazer uma isolação no mesmo que deverá eliminar esse problema de uma vez (que é corriqueiro nos notebooks da Positivo). Finalmente, o cooler estava travado, e eu o arrumei (e irei trocá-lo amanhã).

Com tudo isso, o dinheiro que eu acabei gastando com a compra do HD que não servirá ao propósito inicial (mas será util de qualquer forma, como backup móvel) fez eu poupar muito mais, corrigindo defeitos sem precisar levar em uma assistência. No final, foi um erro que valeu por alguns acertos ;)

Mais alguem já passou por uma situação parecida ? Compartilhem as experiências!

Publicado pelo Wordmobi

E em mais um marco do blog, chegamos à marca de 100 posts! Para comemorar, irei fazer algo inédito: colocar um texto não meu, na íntegra!

Navegando, descobri o ótimo blog O Resistor, dos estudantes de engenharia elétrica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. E um ótimo texto sobre um fenômeno, chamado pela psicologia como síndrome do impostor. São aquelas pessoas que acreditam no potencial dos outros, mas nunca no seu potencial, se sentem inseguras, mesmo sabendo que são os melhores alunos da classe!

Conheço “impostores” em meu curso de graduação, “impostores” professores e “impostores” no ambiente de trabalho. Eu já fui um “impostor”! Bom, gente: este é um fenômeno mais comum do que a gente imagina ;) . Está na hora de acreditarmos mais em nosso potencial!

O texto, na íntegra:

Nota do Tradutor: Originalmente este texto foi publicado em uma revista de ensino de engenharia química. Entretanto, acredito que ele seja uma leitura interessante para os alunos que estão fazendo suas primeiras matérias na engenharia. Para inseri-lo na realidade do “nosso” curso, tomei a liberdade de fazer algumas mudanças, principalmente com relação aos termos específicos da engenharia química. A versão original pode ser lida aqui.

- Olá João, o que está pegando?
- É a prova de amanhã, professor. Um… O senhor poderia me dizer quantas questões ela terá?
- Eu não sei como isto irá te ajudar, mas serão três questões.
- Beleza. E vai ser com consulta?
- Sim, como todas as outras provas que eu apliquei nos últimos semestres.
- E por acaso vai cair aquele apêndice do livro que mostra o cálculo da corrente termiônica de uma válvula?
- Não! Isso era usado antes de você nascer. Olha João, nós podemos continuar com essa brincadeira por horas, mas o que você acha da gente sentar e você me explicar o que está acontecendo. Você me parece nervoso.
- Para dizer a verdade, professor, eu não sei o que eu arrumei desde a última prova e por isto eu estou achando que eu vou me dar mal amanhã.
- Entendo… João, qual o seu RSG?
- Aproximadamente 3,5, eu acho, mas este semestre ele vai despencar com certeza…
- E qual foi a sua média nas duas primeiras provas?
- 92.
- E você realmente acredita que irá mal na prova amanhã?
- Bem…

Infelizmente, de certa forma ele realmente acredita nisto. Obviamente ele sabe que é um dos melhores alunos do curso e que se ele acertar 60% da prova, o resto da turma acertará 30%, mas nada disso passa pela sua cabeça agora. O que ele está fazendo então?

A literatura pop da psicologia [1] chama essa atitude de síndrome do impostor. A mensagem subliminar que toca sem parar na cabeça do João é a seguinte:

Eu estou no lugar errado… Eu sou esperto e esforçado o suficiente para enganar todo mundo por todos esses anos e eles acreditam mesmo que eu sou muito bom, mas eu me conheço… Mais dia menos dia eles vão me descobrir… Eles irão fazer a pergunta certa e todo mundo vai perceber que eu não entendo nada e então… E então…

E a mensagem se reinicia neste ponto porque a conseqüência deles (professores, colegas de curso, amigos, pais) descobrirem que você é uma fraude é muito terrível de se contemplar.

Eu não tenho dados do quanto esse fenômeno é comum entre os estudantes de engenharia, mas quando eu falo sobre isto nas minhas aulas e seminários e chego na parte do “eles acreditam mesmo que eu sou muito bom, mas eu me conheço…”, o público ressoa como a corda de um violão. Estudantes riem nervosamente, concordam acenando com a cabeça, viram as cadeiras para ver a reação dos colegas. Minha suposição é que eles acreditam profundamente que aqueles ao seu redor estão no lugar certo, mas eles mesmos não.

Eles estão, em sua maioria, errados. A maior parte deles está no lugar certo – eles vão passar pelo curso e se tornarão engenheiros competentes e algumas vezes engenheiros excelentes – mas a agonia que eles experimentam antes das provas e toda vez que são questionados publicamente é o preço a ser pago. Algumas vezes esse preço é alto demais: embora tenham a capacidade e a vontade de ter sucesso na engenharia, alguns alunos acabam não agüentando a pressão. Eles então mudam de curso ou abandonam a faculdade.

Parece óbvio que alguém que tenha completado alguma coisa deva ter a habilidade de completá-la (mais concisamente, você não pode fazer o que você não pode fazer). Se os estudantes passaram nas matérias de física, matemática, computação e engenharia sem colar é porque eles tinham o talento para passar. Então de onde eles tiram essa idéia que de as suas grandes realizações até o momento (e passar pelo ciclo básico de um curso de engenharia já é de fato uma grande conquista) são de alguma forma fraudulentas? Essa pergunta nos coloca em “águas da Psicologia” que eu não tenho credenciais para navegar; basta dizer então que se você é um ser humano, você está sujeito a dúvidas pessoais, e estudantes de engenharia são seres humanos.

O que podemos fazer por estes auto-intitulados impostores?

  • Mencione a síndrome do impostor nas aulas e conferências individuais e encoraje os estudantes a falar sobre isso entre eles.

Os estudantes se sentirão aliviados ao descobrir que aqueles ao seu redor – incluindo aquele CDF com RSG 5 – têm as mesmas dúvidas pessoais.

  • Lembre os estudantes que suas habilidades os têm sustentados por anos e não irão sumir misteriosamente nas próximas 24 horas.

Eles não acreditarão nisto só porque você disse. Essas dúvidas pessoais cresceram ao longo dos anos e não desaparecerão tão facilmente, mas a mensagem surtirá efeito se for repetida várias vezes. As afirmações devem ser gentis e positivas, entretanto: pode ser útil lembrá-los que eles já passaram por este mesmo ritual do medo outras vezes e provavelmente vão se dar também bem agora como se deram antes, mas sugerir que é tolice se preocupar com uma prova para um estudante com RSG muito alto provavelmente irá fazer mais mal do que bem.

  • Mostre aos estudantes que apesar das notas serem importantes, aquele resultado específico de uma prova ou mesmo de uma matéria não será crucial para a felicidade e bem estar futuro deles.

Eles estarão menos inclinados ainda a acreditar nisto, mas você pode informá-los do seguinte: uma nota ruim raramente irá mudar o conceito em uma matéria e mesmo se o pior acontecer, um shift negativo de um conceito mudará o RSG final em aproximadamente 0,02. Nenhuma porta que estava aberta para o estudante com RSG 2,86 se fechará se o RSG cair para 2,84. (Você pode até não pensar muito sobre esse argumento, mas eu tenho visto como isto pesa para certos estudantes em pânico).

  • Deixe os estudantes cientes que eles podem mudar de curso sem perder o respeito dos amigos, familiares etc.

Não é segredo para ninguém que muitos estudantes escolhem nossa área por razões duvidosas: altos salários iniciais, pressão familiar, todos os amigos estão na engenharia e assim por diante. Se eles podem ser convencidos que eles não precisam se tornar engenheiros eletricistas (mais uma vez, repetição periódica da mensagem é freqüentemente necessária), a conseqüente diminuição da pressão pode auxiliar bastante no crescimento do bem estar pessoal, independente deles se manterem no curso ou não.

Mas tenha cuidado. Estudantes que estejam extremamente preocupados com sua competência ou auto-estima devem ser dissuadidos de tomar decisões sérias – como mudar o currículo ou ação semelhante – até que eles tenha a chance de se reencontrar, com a assistência de um profissional preparado.

Uma última palavra. Quando eu comento em um seminário que eu me sinto um impostor entre os colegas, ao invés das respostas ressonantes que eu recebo dos alunos, eu percebo fortes vibrações vindo da fileira dos professores. Mas isto fica para outro coluna.

 

 

Referências

  1. Pauline R. Clance, Impostor Phenomenon: Overcoming the Fear that Haunts Your Success. Peachtree Pubs., 1985.

O único dado do tradutor é que seu nome é Fred. Ótimo texto! Espero que abra os olhos de muita gente. O que eu gostaria de dizer: Quem possui uma graduação, qualquer que seja, já é um vencedor! São dezenas de obstáculos a serem vencidos, então, parabéns! Como bem disse meu professor Henrique: eu cheguei na metade do caminho (final do 5º semestre de 10), daqui pra frente, ou eu afundo ou eu navego até o final! E eu espero não afundar! Por isso, você que já é graduado, sinta-se um vencedor sempre! E você, que está se graduando, não tenha problemas de auto-afirmação: cada semestre vencido é um grande passo em busca do objetivo final. Não desvalorize os seus feitos: só você sabe tudo o que deixou pra trás para se graduar!

Bom, vocês devem pensar: o que um blog de tecnologia e engenharia quer, colocando frases sobre motivação? E, outra pergunta: o que é este símbolo de interrogação?

Bom, um pouco de estudo: segundo a WikipediaMotivação é um processo mental positivo que estimula a iniciativa e determina o nível de entusiasmo e esforço que a pessoa aplica no desenvolvimento de suas atividades. O processo motivacional é responsável pela intensidade, direção e persistência desses esforços. O nível de motivação é influenciado por diversos fatores como a personalidade da pessoa, suas percepções do meio ambiente, interações humanas e emoções.

Bom, o tema é vasto e um ramo de estudo da psicologia, e recomendo a visita à Wikipedia para maiores esclarecimentos. A fome é uma motivação, para sanarmos uma necessidade orgânica! Mas a motivação para este post vêm de uma parte do verbete, chamada Auto-Controle > Fatores Internos.

O que me motiva a ter um blog?

Compartilhar a informação, conhecer pessoas novas, aprender mais, discutir, auxiliar pessoas com seus aparelhos. Estas são as motivações que eu tive ao iniciar o blog. Porém, quantas pessoas iniciam blogs, para depois abandonar? Muitas! Bem, estou a quase 6 meses nesta caminhada, e a minha motivação só aumenta! Mas, qual o segredo?

Em minha vida, encaro o blog como um projeto pessoal. Um projeto demanda tempo, requer paciência, não pode ser focado em resultados a curto prazo. A motivação da maioria dos blogueiros é com o número de visitas. Esta é uma motivação errada! Poste um conteúdo com qualidade, e seu blog nunca irá desaparecer! Temos os booms, como eu tive com o barateamento do N800 no Brasil. Mas estes booms não podem ser tomados como parâmetro, porque os equipamentos deixam de ser novidade e, se a motivação for com o número de visitas, ela vai embora! Isto me deu a idéia de colocar algumas frases de uma pessoa genial, extremamente motivada, que passou por adversidades, mas lutou até o fim para ser bem sucedido. A interrogação é para ver se alguém irá descobrir de quem são.

São algumas das frases mais poderosas que já li. E olha que já li Quem Mexeu com Meu Queijo, O Monge e o Executivo, e outros livros de auto ajuda ;)

“Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo”

“Quando Deus quer, não há quem não queira”

“O medo faz parte da vida da gente. Algumas pessoas não sabem como enfrentá-lo. Outras, acho que estou entre elas, aprendem a conviver com ele e o encaram não de forma negativa, mas como um sentimento de auto preservação”

“Meu sonho não tem fim, e eu tenho muita vida pela frente”

“Quando você não está feliz, é preciso ser forte para mudar, resistir à tentação do retorno. O fraco não vai a lugar algum”

“No que diz respeito ao empenho, ao compromisso, ao esforço, à dedicação, não existe meio termo. Ou você faz uma coisa bem feita ou não faz”

“Podem ser encontrados aspectos positivos até nas situações negativas e é possível utilizar tudo isso como experiência para o futuro”

“Trabalhei muito para chegar ao sucesso, mas não conseguiria nada se Deus não ajudasse”

“Quero melhorar em tudo. Sempre”

“Ele (Deus) é o dono de tudo. Devo a Ele a oportunidade que tive de chegar onde cheguei. Muitas pessoas têm essa capacidade, mas não têm a oportunidade. Ele a deu pra mim, não sei porque. Só sei que não posso desperdiçá-la”

Quem escreveu estas frases? Algum escritor famoso? Alguém relacionado com alguma religião? Cole alguma delas no Google, e se surpreenda! Mas, mais importante que isso, nunca perca a sua motivação!