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Nota do autor: Eu não morri! Só estou na época de provas do semestre mais difícil de todos, e são 7 provas durante 6 dias, logo, não tenho muito tempo disponível para blogar. Semana que vem volto a criar conteúdo bom ;)

Meu ambiente de trabalho é um local muito, digamos, universitário. Somos 4 pessoas (meu superior, eu e mais dois companheiros) e os 4 estão fazendo faculdade de engenharia, dois com ênfase em elétrica e dois com ênfase em Produção. Sendo eu o mais avançado do pessoal (3º ano, todo mundo está no 2º ano), muitas vezes eu estou apto a ajudar e a trocar conhecimento com os meus companheiros. Graças ao meu outro blog (blogdoteta) eu descobri o maravilhoso site WolframAlpha, onde podemos tirar muitas dúvidas, inclusive de matemática. Integrais definidas, que eu resolvia na HP, podem ser resolvidas neste site, com várias vantagens: ele mostra os passos da resolução, o valor final e o gráfico da função. Um dos meus amigos de trabalho (o grande Daniel!) fêz o seguinte comentário : “Mauro, a HP vai cair em desuso, é só o engenheiro ter um smartphone com 3G que ele resolve tudo no Wolfram!”. Eu, logicamente, fui defender a pobre calculadora, mas, olha a situação em que me encontrei! Justo eu, um blogueiro que DEFENDE a utilização de gadgets (convergência) por parte dos engenheiros, obrigado a defender exatamente o contrário! ;) Bem, me calei e pensei no assunto. Aqui vão minhas considerações:

  • Em minha opinião, as calculadoras gráficas ocupam um nicho específico no mercado: estudantes. Na maioria das instituições de ensino, os estudantes só podem utilizar as calculadoras na resolução de prova. O motivo ? Cheating, cola. Bem, meu site ensina a colar na hp, portanto, este não é nem um bom motivo ;) Então, é questão de tempo até que todas as instituições liberem o uso de smartphones para a resolução de provas.
  • Uma calculadora necessita de uma condição para estar pronta para uso: pilhas carregadas. Um smartphone, necessita de bateria, de uma conexão à internet, caso forem utilizados sites para a resolução, ou de emuladores e/ou programas. Caso a utilização de sites, os mesmos precisam estar online. Portanto, 3 variáveis contra uma!
  • Um dos grandes diferenciais de uma calculadora é a resposta táctil. Em um emulador, você está tocando na tela ou com uma Stylus, ou pior, em um teclado adaptado (caso do E71), o que prejudica a velocidade. Sim, para contas simples, não, mas peguem uma prova de circuitos para fazer ! ;)
  • Você não consegue criar macros em um site via smartphone, e você pode fazer isto com uma calculadora. E não existe um emulador das novas HP´s disponível em nenhum sistema móvel (somente das 48 antigas).

Bem, estes são meus argumentos, mas eles têm uma visão simples de estudante e/ou um usuário pesadíssimo de cálculo. Para uso moderado ou leve, um aparelho com internet disponível e tela sensível ao toque resolveria a maioria dos problemas. Para o antigo sistema Palm Os, temos um emulador da antiga HP 48, que funciona muito bem, inclusive vários alunos da minha faculdade o utilizam em provas. Este mesmo emulador foi portado para Windows Mobile. Para o sistema do iPhone e iPod Touch, temos excelentes calculadoras, isto também se aplicando para o Maemo, como já fiz review dessas calculadoras aqui no blog. Infelizmente, Symbian não possui nenhuma calculadora RPN digna de nota. Isso me obriga a sempre carregar algum gadget a mais na bolsa além do telefone (o que irá me obrigar a ter sempre um aparelho Symbian, para eu ter desculpa para carregar mais gadgets!) ;) . Mas, enquanto não me formo e exerço a profissão, a HP cuida da parte dos cálculos e ponto final.

Um abraço a todos e boa semana!

Notação Polonesa Reversa – RPN

Publicado: junho 15, 2009 em Engenharia, HP 50g
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Todo o usuário de calculadora HP já ouviu o mantra: ah, use em RPN! Ah, em RPN é mais fácil! Mas, de onde surgiu isso?

Em 1920, o matemático polonês Jan Łukasiewicz inventa a notação polonesa. Ele inventou este método para facilitar a visualização das fórmulas de lógica proposicional.

Esse sistema caracterizava-se pela ausência de parênteses na notação. Embora não tenha feito sucesso na lógica, ele continua sendo utilizado até hoje em algumas linguagens de programação (a linguagem LISP sendo a mais proeminente).

Em meados da década de 50, Burks, Warren e Wright propõem a notação polonesa reversa, e a notação foi reinventada independentemente por F. L. Bauer e E. W. Dijkstra, como uma forma de reduzir o acesso à memória em programas computacionais, bem como fazer a utilização do recurso da pilha. Estes algoritmos foram enriquecidos pelo trabalho do filósofo e cientista computacional Charles Hamblin, na década de 50.

A notação polonesa ganhou destaque na década de 70, por sua adoção nas calculadoras HP. As calculadoras de maior sucesso da empresa, a financeira 12-C e a gráfica 48 são baseadas em notação polonesa reversa. A calculadora 19B, financeira, foi rejeitada pelo mercado por não ter o modo RPN. As calculadoras gráficas atuais, desde a 49 até a 50-G, permitem o uso em algébrico como em RPN.

Utilizando RPN

Para entender o modo RPN, precisamos entender o que é a pilha. Pilha é um modo de entrada e organização de dados. Veja a figura ao lado: O último dado que entra é o primeiro dado que sai (conhecido como LIFO – Last In First Out). Uma conta simples, como um 3+2, seria feita em RPN desta maneira: 3 <ENTER> 2+: ao pressionarmos ENTER, o 3 irá para a pilha, ao pressionarmos o 2 +, ele se somará ao último valor da pilha. Bom, para quê todo este trabalho, podemos pensar ? Porque, aparentemente trabalhoso em contas pequenas, este método será de grande valia ao programarmos a calculadora, bem como em contas grandes. Um exemplo ?[ (5+3)/2]*6. Em RPN, a conta seria feita dessa maneira: 5<ENTER>3+ 2/ 6*. Em um total de 8 botões pressionados. Em modo algébrico, seria: <BOTÃO BRANCO> <-> (para aparecer o parênteses) <BOTÃO BRANCO> <->5+3<SETA DIREITA> (para ir ao segundo parêntese>/2<SETA DIREITA> (para sair fora do parêntese>*6. Um total de 14 botões pressionados para se realizar a mesma conta.

Como aprender a utilizar o modo RPN? Só conheço uma maneira: praticando. Não adiantar ter medo: a prática irá levar a um maior conhecimento e domínio da técnica. Boas eram as antigas 48: pela falta do método algébrico, forçavam o usuário a dominar RPN.

Alguns links interessantes:

http://www.xnumber.com/xnumber/rpn_or_adl.htm – comparação entre os métodos algébrico e RPN (em inglês);

http://www.ime.usp.br/~pf/mac0122-2003/aulas/rpn-calculator.html – aula sobre RPN, com implementação em um programa de C (em português);

http://www.hpmuseum.org/hp35.htm – primeira calculadora da HP em RPN. No momento de seu lançamento, a maioria das calculadoras provia somente as 4 funções básicas.

Post escrito no Word 2007, pela dica da minha querida professora (e amiga) Camila Soares, que acaba de ser vencida pela mobilidade e comprou seu primeiro smartphone, um E71. Parabéns pela aquisição, Camila!

Como passar colas para a HP

Publicado: março 18, 2009 em HP 50g
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Época de provas, pipocam na internet as procuras de “cola na hp”, “como passar cola hp”, e etc. E lá vem eu, criando um tutorial ;) . Professores, não fiquem bravos comigo! Eu não incentivo ninguém a colar, só ensino como.

Bom, primeira dica: faça as suas colas ! Sim, assim, você já está estudando, e já sabe o que têm e o que não têm nela. Ficar pegando cola na hora da prova é certeza de problemas … e, normalmente, quem cria a cola nunca a usa, pois relembra a matéria.

Eu já havia criado um tutorial aqui, e quem quiser pode utilizá-lo.

Bom, primeiro, é necessário a instalação do programa Hp Connectivity Kit. Normalmente está no CD, mas o link tá aí pra quem precisar. Após instalar, conectar a hp no PC e instalar o driver. Próximo passo: abrir o programa.

 

 

 

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Agora vamos em Arquivo – Conectar. Seguindo as instruções, já estaremos conectadas com a calculadora. E é isso que iremos fazer.

screenhpcx2

A tela muda para algo parecido. Uma hp nova têm somente o diretório CASDIR. Esses arquivos ppar, ipar, etc. são variáveis criadas quando utilizamos recursos como o Equation Writer, o Matrix Writer, entre outros.

Próximo passo: instalar o TGV. O que é o TGV ? É um visualizador de arquivos de texto e imagem, o mais famoso para as calculadoras. Existem também os textos nativos e os textos no formato Eden. Como reconhecê-los ? Simples:

  • Arquivos do TGV têm a extensão .tgv (utilizado nas antigas hp48) ou t49 (utilizados nas hp modernas, inclusive na 50g);
  • Arquivos de texto nativos da HP têm a extensão .hp49;
  • Arquivos do Eden têm a extensão .xv.

A esmagadora maioria das colas disponíveis pela internet estão no formato .t49 ou .tgv. Caso não estejam, é fácil : primeiro abaixa-se o editor WinHP. Após a sua instalação, abre-se o arquivo e manda Salvar Como, a a extensão em .t49. Simples ;)

Bom, após baixar o TGV, pegamos o arquivo TGV2.lib e o arrastamos para o programa da HP. Agora desconectamos a HP.

Com a HP na mão, apertamos o Shift Branco e, depois, o botão APPS. Irá aparecer o menu Files.

foto2

Estão vendo a pasta HOME selecionada ? Então, aperte o botão direito. Uma nova tela irá surgir.

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Vêem o arquivo chamado L333  ? Com o cursor nele, apertamos F3, que é a função MOVE. Movemos ele para o banco de memória 0 : IRAM. Após isto, aperte a tecla ON para voltar à calculadora. Aqui, apertamos simultaneamente On e F3. Isto é um soft reset. A partir disto, o TGV já está pronto.

Agora é simples. Para jogar as colas na hp, voltamos a usar o programa HP Connectivity Kit e arrastamos as colas para a mesma. Para abri-las, é só apertar o botão VAR. Todos os arquivos estarão no menu embaixo da tela. Ao ir no arquivo de nome da cola, é só apertar a tecla F correspondente que a cola irá aparecer. Dentro do TGV, a tecla Enter apaga o cursor, a tecla ON sai do programa. Dica super importante: não fiquem apertando muito as setas durante uma prova. Os professores percebem ;)

Dúvidas ? Pergunte nos comentários. Ou bora ralar um pouco, não é tão difícil e ralar um pouquinho não faz mal a ninguém ! ;)