Papéis. Cadernos velhos. Anotações. Tenho certeza, todos geramos muito papel. Estudantes, então? E estudantes de engenharia, como eu ? Nossa! Papel demais! E, o pior: para cursar engenharia, é virtualmente impossível substituir o caderno por algum dispositivo eletrônico. Quem sabe, algum tablet pc utilizando uma tela capacitiva e Stylus, quem sabe. Mas, no atual momento, não temos nada, e temos que utilizar o velho e bom papel.
Eu utilizo fichário no meu curso. E. como gostaria de manter meus registros, ao final de cada semestre, eu iria retirar as folhas dos fichários e guardá-las em pastas, ordenadas por matérias e, em caso de matérias contínuas, guardar o material junto. Este era o plano.
Acontece que, após dois anos, o número de pastas se tornou gigante, não compensando guardar. Anotações a lápis (e eu gosto de utilizar lápis) estão perdendo a nitidez. O pior: Por ter pouco espaço físico, tudo ficou meio jogado, e, por causa disso, quase não foi consultado. Só consulto o material apostilado, pois este está a salvo no pendrive.
Fui procurar soluções. Achei muito interessante a utilização do Evernote, mas, somente para notas. Não quero pagar uma conta nele para guardar todos meus cadernos lá. E, anotar o essencial nas notas do Google, ajuda a estudar, mas isto têm que ser feito desde o primeiro dia de aula do semestre, e não olhando para trás durante 3 anos! Mas a parte de escanear as folhas foi muito interessante.
O maior problema para escaneamento é a velocidade. Meu scanner é manual, e demora algum tempo para escanear … e eu não sou lá um cara paciente! Mas tudo bem, resolvi utilizar este método. Como eu utilizo fichario, as folhas estão soltas e isto facilita: não é um bom método para usuários de caderno, a menos que ele tope destruir o caderno para escanear. Talvez valha a pena, talvez não.
Outro método interessante é tirar fotos do caderno. Utilizando uma máquina com foco (sem foco, você perde a nitidez do que está escrito), alguns programas no computador (um programa para transformar a foto em tons de cinza, para compactar as imagens, a menos que cores sejam importantes para você, e outro para transformar as fotos em um PDF – embora isto possa ser feito em sites) e você está pronto para transformar uma pilha de papel em arquivo eletrônico. Eu fiz isto com algumas apostilas, listas, etc. Em vez de gastar com fotocópias, e gerar ainda mais papel, tirei fotos com uma boa câmera (saudade do meu N95, pois tenho que levar mais um gadget na mochila – a câmera!), arrumei conforme minhas necessidades e, pronto, uma apostila pronta, sem necessidade de gastar mais papel. Só um detalhe: não use flash. Ele vai acabar com a nitidez da foto. Regule a máquina manualmente.
E os arquivos ? Estou guardando todos em um disco rígido externo, para levar aonde eu precise. Porém, a maioria dos lugares onde preciso deles (os arquivos), tenho internet disponível. Pensando nisso, criei uma pasta no Google Docs, para ter todas as minhas anotações disponíveis em qualquer lugar! O maior problema é fazer o upload dos pdf´s, porque minha conexão é muito ruim. Para quem se interessar em conhecer este início de projeto, o endereço é este: http://docs.google.com/leaf?id=0B539XC7YB5iXNTIzNDA4YmEtYzdjNy00NDUzLTllYjItMDFlYzA0OTk4MTM3&hl=en . Só não reclamem da letra