Arquivo da categoria ‘N800’

N800 – Review de quase um ano de uso

Publicado: novembro 20, 2009 em N800, Opinião, Reviews
Tags:
 
 

Ao contrário do E71, é mais difícil escrever sobre o  N800 e ter total aprovação. Muita gente comprou no “boom”, utilizou e se decepcionou. Eu fui um dos que se decepcionou com o gadget, a ponto de deixá-lo encostado em minha casa. Porém, ao comprar um Palm somente para brincadeiras e acabar o utilizando me fizeram mudar o conceito em relação ao tablet. Ele é muito bom, mas estava sendo utilizado de forma errada . Sim, quando o comprei, o plano era transferir todas as atividades de um notebook para ele. Isso não foi possível, pois ele possui sérias faltas: não têm um bom editor de textos (o abiword é um quebra galho), não têm velocidade suficiente, e o clone de memória deixa o sistema extremamente lento. Por causa disso, resolvi tirar a maioria dos softwares, usar o necessário pela memória e instalar jogos somente no clone, que eu mal uso. Somente com esse pequeno passo o mesmo já teve um ganho de produtividade tremendo. Algumas coisas que faço muito bem no N800:

 

  • Notas. Tanto o aplicativo de notas como o Tomboy são muito bons (para o uso básico). Eu estava utilizando o Palm para isso, e o mesmo é muito bom, mas na maneira que eu utilizo, o aplicativo padrão já está me suprindo. Sim, um Evernote levaria as notas a outro patamar, mas isto logo vai para o E71.

  • Xournal. Este programa é realmente sensacional. Vejam no Freebird um artigo extenso sobre o poder deste aplicativo. O fato de ter minhas apostilas anotadas em qualquer lugar é muito bom.
  • Evince. Economia de papel, e este é o melhor leitor de PDF´s do tablet, na minha opinião.

Agora, algumas coisas que não faço no N800, simplesmente por ele não fazer bem:

  • Twitter. O Mauku é muito ruim. E tem hard user que consegue utilizar aquilo e eu nem imagino como ;)
  • Digitar textos extensos. O Abiword não é bom. Como o E71 voltou a ser meu companheiro, é ele que cuida da edição rápida, é nele que eu adianto alguns relatórios, e o iPod com o Quick Office e/ou DocsToGo ajuda. O N800 para isto, dançou.

Agora, coisas que faço nele, e a maioria dos donos, não:

  • Navegar em sites simples com flash. O Tear é muito poderoso. Sem o clone, eu navego em sites que utilizam flash muito bem.
  • Checar meu mail do Gmail com o Macuco. Este programa, que ainda terá um post dedicado a ele, adapta as ferramentas da Google para o tablet. O Gmail fica muito bom de se checar por ele. Habilitando o imap no cliente nativo deixa o aparelho mais lento, portanto, eu não utilizo o cliente nativo para mail! Recomendo o Macuco ou o Claws, pois o desempenho do tablet vai lá embaixo com o cliente nativo habilitado.

Passado o boom, muita gente acaba comprando o tablet para ser uma central multimídia portátil. Para esse uso, o N800 é melhor que seu irmão N810, por causa da possibilidade de ter 2 cartões de memória. Haja filme, música e afins! Eu considero o som do N800 bom, o fm embutido quebra galho em algumas horas, ele vai rodar filmes do iPod e também uma penca de outros formatos, inclusive com legenda separada, graças ao MPlayer. O myTube ajuda em filmes do youtube, e navegando via Tear, eu assisto as charges do Mauricio Ricardo tranqüilamente. Enfim, ele faz bonito na parte multimídia e isso ainda leva muita gente a comprar um.

Como navegador de cabeceira da cama, ele também não decepciona, desde que você tenha o Tear instalado. Embora a navegação não seja como no iPod, e, algumas vezes um clique em um link acaba sendo entendido como um comando de kinetic scrolling, ele se sai muito bem, renderizando as páginas rapidamente e sem perder muito da renderização (paginas com flash ficam estranhas, mas longe de virarem aberrações). Algo que me irrita um pouco é uma pequena dependência da Stylus. Não sou adepto das canetinhas e uso o mínimo possível. Ah, se ele tivesse o zoom em pinça …

Em matéria de jogos, o N800 têm jogos altamente recomendados, onde já fiz posts sobre. Atualmente, embora tenha disponibilizado uma partição para isso, não tenho nenhum game instalado. Eu vi o emulador de Snes rodando em um N810 e, embora surpreso com a qualidade, já percebi que a jogabilidade não é muito boa por causa dos botões neste, então no N800 deve ser pior. Foi causado um certo frissom quando rodaram o emulador no N900 e um Wiimote, então eu posso pensar em instalar no meu só para fazer um vídeo ;) . Jogos de RPG provavelmente podem ser jogados tranquilamente, e em outros emuladores de outras plataformas também. Alguns jogos nativos me conquistaram, mas não espere nenhum gráfico 3D do outro mundo: o limite do tablet é o Quake. Sim, rodaram a engine do Baldur’s Gate no mesmo, mas esta engine ainda está muito incompleta. Mas isto deve pintar no N900. E não foi dessa vez que eu joguei Battle for Wesnoth on the go: o jogo roda de forma lenta e a jogabilidade não é excelente. Mas, adventures da Lucas Arts são perfeitos, então, use e abuse do SCUMMVM.

Enfim, e em relação a $$ ? Eu não pagaria os 800 reais novamente pelo aparelho, mas pagaria tranquilamente os 350 após o boom. O aparelho é robusto, é extremamente portátil, comparando a um netbook, e pode realizar tarefas com mais qualidade que este.

Review nacional do N900 – By Vegetando e Panaggio

Publicado: novembro 2, 2009 em N800
Tags:

Quem não quer ver logo o N900? Vegetando e Panaggio, os responsáveis pelo excelente, magnífico, ultra duper blog Free Bird, tiveram esta oportunidade: pegaram o tablet nas mãos por um dia, e fizeram um review estupendo. A qualidade do review é ótima, algo que não se vê com frequência em nossa lingua! Parabens e continuem com o ótimo trabalho de vocês, o seu blog é sensacional!

Para acessar o review, cliquem aqui. Aproveitem com bastante tempo, pois é muita informação junta! Degustem cada palavra, reviews como este não aparecem a toda hora! Vegetando e Panaggio, o blog de vocês é excelente, e, dessa maneira, vocês irão acabar sendo contratados pela Gizmodo, Info e afins. Parabens!

Nota do autor: Eu não morri! Só estou na época de provas do semestre mais difícil de todos, e são 7 provas durante 6 dias, logo, não tenho muito tempo disponível para blogar. Semana que vem volto a criar conteúdo bom ;)

Meu ambiente de trabalho é um local muito, digamos, universitário. Somos 4 pessoas (meu superior, eu e mais dois companheiros) e os 4 estão fazendo faculdade de engenharia, dois com ênfase em elétrica e dois com ênfase em Produção. Sendo eu o mais avançado do pessoal (3º ano, todo mundo está no 2º ano), muitas vezes eu estou apto a ajudar e a trocar conhecimento com os meus companheiros. Graças ao meu outro blog (blogdoteta) eu descobri o maravilhoso site WolframAlpha, onde podemos tirar muitas dúvidas, inclusive de matemática. Integrais definidas, que eu resolvia na HP, podem ser resolvidas neste site, com várias vantagens: ele mostra os passos da resolução, o valor final e o gráfico da função. Um dos meus amigos de trabalho (o grande Daniel!) fêz o seguinte comentário : “Mauro, a HP vai cair em desuso, é só o engenheiro ter um smartphone com 3G que ele resolve tudo no Wolfram!”. Eu, logicamente, fui defender a pobre calculadora, mas, olha a situação em que me encontrei! Justo eu, um blogueiro que DEFENDE a utilização de gadgets (convergência) por parte dos engenheiros, obrigado a defender exatamente o contrário! ;) Bem, me calei e pensei no assunto. Aqui vão minhas considerações:

  • Em minha opinião, as calculadoras gráficas ocupam um nicho específico no mercado: estudantes. Na maioria das instituições de ensino, os estudantes só podem utilizar as calculadoras na resolução de prova. O motivo ? Cheating, cola. Bem, meu site ensina a colar na hp, portanto, este não é nem um bom motivo ;) Então, é questão de tempo até que todas as instituições liberem o uso de smartphones para a resolução de provas.
  • Uma calculadora necessita de uma condição para estar pronta para uso: pilhas carregadas. Um smartphone, necessita de bateria, de uma conexão à internet, caso forem utilizados sites para a resolução, ou de emuladores e/ou programas. Caso a utilização de sites, os mesmos precisam estar online. Portanto, 3 variáveis contra uma!
  • Um dos grandes diferenciais de uma calculadora é a resposta táctil. Em um emulador, você está tocando na tela ou com uma Stylus, ou pior, em um teclado adaptado (caso do E71), o que prejudica a velocidade. Sim, para contas simples, não, mas peguem uma prova de circuitos para fazer ! ;)
  • Você não consegue criar macros em um site via smartphone, e você pode fazer isto com uma calculadora. E não existe um emulador das novas HP´s disponível em nenhum sistema móvel (somente das 48 antigas).

Bem, estes são meus argumentos, mas eles têm uma visão simples de estudante e/ou um usuário pesadíssimo de cálculo. Para uso moderado ou leve, um aparelho com internet disponível e tela sensível ao toque resolveria a maioria dos problemas. Para o antigo sistema Palm Os, temos um emulador da antiga HP 48, que funciona muito bem, inclusive vários alunos da minha faculdade o utilizam em provas. Este mesmo emulador foi portado para Windows Mobile. Para o sistema do iPhone e iPod Touch, temos excelentes calculadoras, isto também se aplicando para o Maemo, como já fiz review dessas calculadoras aqui no blog. Infelizmente, Symbian não possui nenhuma calculadora RPN digna de nota. Isso me obriga a sempre carregar algum gadget a mais na bolsa além do telefone (o que irá me obrigar a ter sempre um aparelho Symbian, para eu ter desculpa para carregar mais gadgets!) ;) . Mas, enquanto não me formo e exerço a profissão, a HP cuida da parte dos cálculos e ponto final.

Um abraço a todos e boa semana!

N800 reformatado e sem clone!

Publicado: setembro 24, 2009 em N800
Tags:,

Primeiro, um agradecimento gigantesco, obrigado a todos os internautas que visitaram o meu site, e fizeram eu ter 100.000 mil visitas no primeiro ano! Mil obrigados!

Agora, vamos ao rápido post. Bem, eu removi o clone do meu N800 e reflasheei ele. Porque? Bem, o meu aparelho ficou mais rápido sem o boot (meu cartão era classe 4, logo, limitava a velocidade do sistema), eu estou com poucos programas instalados (agora só instalo o que realmente estou utilizando), não uso nada do Debian ou do KDE, e gostaria de ter dois cartões de memória disponíveis para carregar de arquivos. Agora ele está zerado e com os aplicativos que mais utilizo.

Dois aplicativos não instalam mais: o Canola e o USB Control. O último, pode ser instalado, mas não roda. Ao ir na página do projeto, no site maemo.org, o autor informa que ele atualizou para o Maemo5 por falha sua, mas que iria corrigir. Bem, o aplicativo continua não funcionando ;) . Então, quem não tiver instalado o USB Control, ou o mesmo não estiver funcionando, parta para outra alternativa, o usb-otg-plugin. Este é um plugin que fica na barra de status, com um símbolo de USB, e ao clicar nele, muda o estado. Ele pode ser encontrado aqui, e provavelmente, será a única solução para usuários dos tablets com Maemo 4.

O canola possui dependências presentes somente no Freemantle/Harmattan, portanto, não será instalado com sucesso no sistema. O jeito é ir para outro player, como o UKMP ou o Mediabox. Infelizmente, pois este era o melhor player disponível para o Maemo, em minha opinião. Para músicas eu utilizo o YouAmp, pequeno mas não tão bonito, e para filmes, o extremamente capaz MPlayer. Vi que  o VLC está disponível nos repositórios e farei um teste.

Por fim, a minha lista de aplicativos que eu realmente utilizo:

  • Evince, pois considero o mesmo o melhor leitor de PDF´s;
  • Xournal, nem preciso dizer o porquê ;) Meu aplicativo preferido!
  • Load-applet, para ter o status do sistema na minha tray;
  • USB-OTG-Plugin, pois é a melhor maneira de ter acesso a USB no tablet, atualmente.
  • Abiword e Gnumeric, para ter acesso a documentos Office;
  • Advanced-Power e Advanced-Backlight, muito melhores que os aplicativos nativo de status de bateria, display e som;
  • Free42, emulador da calculadora HP42-s, e a calculadora mais utilizável por um engenheiro no gadget (I.E. RPN!);
  • Mauku, Maemo-Wordpy, Pidgin, Tear, para minhas necessidades web.

Ainda não instalei o aplicativo de podcast e o Panucci Audiobook, mas eles serão instalados.

É isso, bom final de semana a todos!

Já falei muito, muito mesmo desse jogo: UrQuan Masters. Então, como já havia prometido, resolvi fazer um post sobre o mesmo. O problema, nem sei por onde começar ! ;)

Bem, do começo: a história do game.

O jogo começou em 1990, com versões inicias para DOS e Amiga. Era um jogo de luta entre naves, baseados no clássico dos clássicos Spacewar! Existia um elemento tático ao jogo, pois no cenário das lutas, eram também necessárias ações como colonizar os planetas do cenário, para gerar recursos, necessários para comprar as naves. Eram duas facções: a “Alliance of Free Stars”, os caras do bem, e a “Hierarchy of Battle Thralls”, os caras do mal. Algo legal é que os seres humanos, conhecidos no jogo com Earthlings, não eram nem de longe os mais poderosos: as nossas naves são extremamente lentas, embora os seus mísseis nucleares teleguiados têm uma boa precisão e uma ótima distância. Aliás, cada nave têm suas qualidades e defeitos, e o jogo é muito equilibrado, sendo que qualquer uma das 6 naves de uma equipe é eficiente contra alguma da equipe rival, e completamente inutilizável contra outras. O que aumenta a riqueza do jogo.

Em 1992, sai a segunda versão do jogo. Esta versão é excelente, mantendo a luta entre naves, mas adicionando um elemento gigantesco de RPG: agora, temos que libertar a raça humana do domínio da raça UrQuan. Conforme o jogo vai avançando, vamos mantendo contato com outras raças, explorando o gigantesco mundo à disposição (umas 500 estrelas para explorar, e cada uma têm seu sistema planetário: algumas estrelas têm 12 planetas, e, entre esses planetas, muitos têm luas visitáveis, contendo até 20, 30 corpos a serem visitados em um sistema planetário!). Outra coisa: podemos baixar os famosos walkthroughs pela internet para resolvermos o jogo, mas, pouquíssimos passos são realmente necessários para se terminar o jogo, sendo a maioria opcional.

Em 1994, é portada uma versão do jogo para o videogame 3DO, que conteve vozes para cada uma das raças. No PC, as raças eram diferenciadas pela fonte; com as vozes do 3DO, o jogo se torna ainda mais interessante! E em 2002, os criadores do jogo lançaram o código fonte do jogo do 3DO em licença GPL, assim, o jogo foi tornado freeware. A comunidade open-source abraçou o jogo, que é alvo até hoje de uma comunidade ativa; o jogo está completamente portado, inclusive com melhorias (correção de bugs e possibilidade de luta de naves pela internet) em sua versão 0.6.2 para frente.

O terceiro jogo da série, eu nem comento: os produtores originais não participaram de sua criação, e o jogo foi completamente deturpado.

Falar do jogo é difícil, pois é um RPG e eu não gostaria de acabar com a graça de ninguém ;) . Você começa com a sua nave no sistema solar. O que vai fazer? Bom, provavelmente irá para a Terra. Lá, teremos uma surpresa um pouco desagradável! Bem, vou colocar alguns vídeos do jogo, para vocês entenderem o que me fascina tanto nesse jogo:

Além de ser bem divertido, dá pra treinar o inglês ;)

Para encontrar o download do jogo, basta fazer uma consulta rápida no Google por UrQuan Masters. O primeiro item da pesquisa é a página oficial do projeto, no Sourceforge. Lá, encontramos o download do jogo e dos add-ons (como as vozes e a música do 3DO) para Windows, Linux e Mac. Também, no setor de downloads, encontramos informações sobre outros ports: temos versões para o Maemo (N8x0, 770 e, provavelmente, N900), Symbian (embora o jogo não esteja 100%, um pouco mais lento, mas mesmo assim muito jogável), Windows Mobile (mas não tenho nada de WinMo aqui para testar), GP2X, PSP e Dingoo.

Bem, eu acabei de zerar o jogo (no meu Dingoo), portanto, o meu maior interesse agora é o combate de naves (Super Melee) que é uma parte MUITO DIVERTIDA do jogo. Para quem é fascinado em StarWars, StarTrek, jogos espaciais em geral, recomendo muito a instalação desse jogo em algum dispositivo! Garanto que a diversão é garantida.