N800 reformatado e sem clone!

Setembro 24, 2009

Primeiro, um agradecimento gigantesco, obrigado a todos os internautas que visitaram o meu site, e fizeram eu ter 100.000 mil visitas no primeiro ano! Mil obrigados!

Agora, vamos ao rápido post. Bem, eu removi o clone do meu N800 e reflasheei ele. Porque? Bem, o meu aparelho ficou mais rápido sem o boot (meu cartão era classe 4, logo, limitava a velocidade do sistema), eu estou com poucos programas instalados (agora só instalo o que realmente estou utilizando), não uso nada do Debian ou do KDE, e gostaria de ter dois cartões de memória disponíveis para carregar de arquivos. Agora ele está zerado e com os aplicativos que mais utilizo.

Dois aplicativos não instalam mais: o Canola e o USB Control. O último, pode ser instalado, mas não roda. Ao ir na página do projeto, no site maemo.org, o autor informa que ele atualizou para o Maemo5 por falha sua, mas que iria corrigir. Bem, o aplicativo continua não funcionando ;) . Então, quem não tiver instalado o USB Control, ou o mesmo não estiver funcionando, parta para outra alternativa, o usb-otg-plugin. Este é um plugin que fica na barra de status, com um símbolo de USB, e ao clicar nele, muda o estado. Ele pode ser encontrado aqui, e provavelmente, será a única solução para usuários dos tablets com Maemo 4.

O canola possui dependências presentes somente no Freemantle/Harmattan, portanto, não será instalado com sucesso no sistema. O jeito é ir para outro player, como o UKMP ou o Mediabox. Infelizmente, pois este era o melhor player disponível para o Maemo, em minha opinião. Para músicas eu utilizo o YouAmp, pequeno mas não tão bonito, e para filmes, o extremamente capaz MPlayer. Vi que  o VLC está disponível nos repositórios e farei um teste.

Por fim, a minha lista de aplicativos que eu realmente utilizo:

  • Evince, pois considero o mesmo o melhor leitor de PDF´s;
  • Xournal, nem preciso dizer o porquê ;) Meu aplicativo preferido!
  • Load-applet, para ter o status do sistema na minha tray;
  • USB-OTG-Plugin, pois é a melhor maneira de ter acesso a USB no tablet, atualmente.
  • Abiword e Gnumeric, para ter acesso a documentos Office;
  • Advanced-Power e Advanced-Backlight, muito melhores que os aplicativos nativo de status de bateria, display e som;
  • Free42, emulador da calculadora HP42-s, e a calculadora mais utilizável por um engenheiro no gadget (I.E. RPN!);
  • Mauku, Maemo-Wordpy, Pidgin, Tear, para minhas necessidades web.

Ainda não instalei o aplicativo de podcast e o Panucci Audiobook, mas eles serão instalados.

É isso, bom final de semana a todos!


Lg Messenger – Alguns Minutos de Hands-On !

Setembro 20, 2009

Pois bem, tive um LG Messenger em minhas mãos por alguns minutos! Vou contar a história.

Um amigo do trabalho estava precisando trocar de celular, pois o seu aparelho antigo (um W200a, da Sony Ericsson) estava apresentando vários problemas, principalmente no botão de liga/desliga (que atuava sozinho) e na tampa traseira. E pediu minha opinião, sobre um aparelho barato, e, se possível, abrisse PDF. Bem, o barato aqui era BEM barato ;) . Ofereci a ele soluções como comprar o meu E71, ou algum outro aparelho usado, tipo HTC TYTN II, mas mesmo assim os preços ainda fugiam do seu orçamento. Então dei minha dica final: falei para ele portar o número para outra operadora, para ganhar um bom desconto na compra de um novo aparelho. Além disso, sugeri a Tim e o Lg Messenger, pois o mesmo tinha o teclado QWERTY e abria PDF´s. Bem, ele comprou o Messenger e não pagou nada, a dica foi um sucesso! Então, vou colocar alguns itens que achei interessante:

  • Tela:  Estou acostumado com telas de 2.8″, e estranho um pouco quando vou para telas menores, como a do meu E71. A tela do Messenger é de 2.4″, e estranhei um pouco, mas ela é ótima. Definição de cores, brilho e resolução (240×320). Muito boa mesmo, considerando a faixa de preço. Ela é touchscreen, mas infelizmente, o touch não pode ser usado pelo sistema operacional! Bola fora da LG. Com a quantidade de programas JAVA que utilizam telas touch, ela poderia liberar o uso para o sistema e melhorar ainda mais o aparelho.
  • Teclado: Ao contrário do que li em alguns reviews, eu adorei o teclado. Teclas espaçadas, todas fazem um “click” quando pressionadas, dando um retorno táctil, não encontrei dificuldades para escrever. Pontuar já foi um pouquinho complicado: Não existe uma tecla somente para “.” e “,”, por exemplo. O que te obriga a conhecer melhor os atalhos do aparelho antes de sair teclando ferozmente por aí.
  • Multimídia: Ele têm um som legal. Não é alto, mas, som alto é algo que eu realmente não importo. Tem que ter qualidade ! ;) . Um defeito contornável é o fato que ele não gerencia músicas do cartão por artista ou faixa, somente pelo nome. Bom, contornável porque? Porque ele aceita playlists. Então, crie as playlists no pc, e mande junto com as músicas. Resolvido o problema ;) . O Samsung Scrappy só aceita 4 playlists. Portanto, fujam do Scrappy e comprem o Messenger. Lg, tá me devendo uma propaganda gratuita, viu ? ;)
  • Fotos: para uma câmera de 2 megapixels, com uma lente qualquer, a qualidade é surpreendente. Muito melhor que a do E71! Só que ela não possui nem LED para fotos noturnas. Portanto, só tire fotos em ambientes iluminados, que você não irá se decepcionar!

Por essa faixa de preço, eu acho que ele vale mais que a pena! Porém, se o E63 estiver com um preço dentro do orçamento, mudem para este. A menos que prefira teclados slider (caso do meu amigo) a teclados em barra.


UrQuan Masters – RPG Espacial (gratuito e multiplataforma!)

Setembro 15, 2009

Já falei muito, muito mesmo desse jogo: UrQuan Masters. Então, como já havia prometido, resolvi fazer um post sobre o mesmo. O problema, nem sei por onde começar ! ;)

Bem, do começo: a história do game.

O jogo começou em 1990, com versões inicias para DOS e Amiga. Era um jogo de luta entre naves, baseados no clássico dos clássicos Spacewar! Existia um elemento tático ao jogo, pois no cenário das lutas, eram também necessárias ações como colonizar os planetas do cenário, para gerar recursos, necessários para comprar as naves. Eram duas facções: a “Alliance of Free Stars”, os caras do bem, e a “Hierarchy of Battle Thralls”, os caras do mal. Algo legal é que os seres humanos, conhecidos no jogo com Earthlings, não eram nem de longe os mais poderosos: as nossas naves são extremamente lentas, embora os seus mísseis nucleares teleguiados têm uma boa precisão e uma ótima distância. Aliás, cada nave têm suas qualidades e defeitos, e o jogo é muito equilibrado, sendo que qualquer uma das 6 naves de uma equipe é eficiente contra alguma da equipe rival, e completamente inutilizável contra outras. O que aumenta a riqueza do jogo.

Em 1992, sai a segunda versão do jogo. Esta versão é excelente, mantendo a luta entre naves, mas adicionando um elemento gigantesco de RPG: agora, temos que libertar a raça humana do domínio da raça UrQuan. Conforme o jogo vai avançando, vamos mantendo contato com outras raças, explorando o gigantesco mundo à disposição (umas 500 estrelas para explorar, e cada uma têm seu sistema planetário: algumas estrelas têm 12 planetas, e, entre esses planetas, muitos têm luas visitáveis, contendo até 20, 30 corpos a serem visitados em um sistema planetário!). Outra coisa: podemos baixar os famosos walkthroughs pela internet para resolvermos o jogo, mas, pouquíssimos passos são realmente necessários para se terminar o jogo, sendo a maioria opcional.

Em 1994, é portada uma versão do jogo para o videogame 3DO, que conteve vozes para cada uma das raças. No PC, as raças eram diferenciadas pela fonte; com as vozes do 3DO, o jogo se torna ainda mais interessante! E em 2002, os criadores do jogo lançaram o código fonte do jogo do 3DO em licença GPL, assim, o jogo foi tornado freeware. A comunidade open-source abraçou o jogo, que é alvo até hoje de uma comunidade ativa; o jogo está completamente portado, inclusive com melhorias (correção de bugs e possibilidade de luta de naves pela internet) em sua versão 0.6.2 para frente.

O terceiro jogo da série, eu nem comento: os produtores originais não participaram de sua criação, e o jogo foi completamente deturpado.

Falar do jogo é difícil, pois é um RPG e eu não gostaria de acabar com a graça de ninguém ;) . Você começa com a sua nave no sistema solar. O que vai fazer? Bom, provavelmente irá para a Terra. Lá, teremos uma surpresa um pouco desagradável! Bem, vou colocar alguns vídeos do jogo, para vocês entenderem o que me fascina tanto nesse jogo:

Além de ser bem divertido, dá pra treinar o inglês ;)

Para encontrar o download do jogo, basta fazer uma consulta rápida no Google por UrQuan Masters. O primeiro item da pesquisa é a página oficial do projeto, no Sourceforge. Lá, encontramos o download do jogo e dos add-ons (como as vozes e a música do 3DO) para Windows, Linux e Mac. Também, no setor de downloads, encontramos informações sobre outros ports: temos versões para o Maemo (N8×0, 770 e, provavelmente, N900), Symbian (embora o jogo não esteja 100%, um pouco mais lento, mas mesmo assim muito jogável), Windows Mobile (mas não tenho nada de WinMo aqui para testar), GP2X, PSP e Dingoo.

Bem, eu acabei de zerar o jogo (no meu Dingoo), portanto, o meu maior interesse agora é o combate de naves (Super Melee) que é uma parte MUITO DIVERTIDA do jogo. Para quem é fascinado em StarWars, StarTrek, jogos espaciais em geral, recomendo muito a instalação desse jogo em algum dispositivo! Garanto que a diversão é garantida.


Um erro que virou alguns acertos – A história de um final de semana!

Setembro 14, 2009

Nos ultimos tempos, contemplei a possibilidade de comprar um novo netbook. Porém, analisando os prós e os contras, cheguei a conclusão que meu notebook atende as minhas necessidades móveis, e meu netbook, embora severamente limitado por ser um Via C7-M com 512 mb de ram soldados na placa, acaba cumprindo muito bem a finalidade para o qual foi comprado: digitar alguns trabalhos leves e ir sempre comigo, sem acabar com as minhas costas ;) . Portanto, só resolvi fazer upgrades leves no meu note.

Com 512 de ram, e um processador Celeron-M de 1.4 GHz, não preciso sonhar em rodar jogos pesados. Para a edição de textos, trabalho com ferramentas de criação de circuitos eletricos/eletronicos, softwares de matemática, não preciso de 1 giga de RAM ou um processador melhor. Portanto, fiz upgrade da bateria, pois a original não segura carga, e no HD.

Fui a loja comprar um novo HD, comprei um de 250 GB, SATA. Nem pensei que o meu notebook poderia, por um simples acaso, ter interface IDE. Pensei, “ele é relativamente novo, foi comprado em 2006, SATA já era padrão”. Bem, não era ;) . A Positivo utilizava notebooks da Clevo, e toda a linha antiga (inclusive o meu V25) é baseado na série M540V. E esta série não utilizava SATA. Bem, esse foi meu erro.

Quando descobri isso, tentei imaginar uma maneira de montar o HD internamente, e conectar o mesmo através de um adaptador USB para SATA. Como a USB é 2.0, a velocidade de leitura irá ficar próxima de um IDE, possibilitando o uso. Então, pus as mãos à obra e desmontei o note.

A primeira coisa que notei: um slot USB que está desativado, está energizado internamente, bastando eu soldar um conector no mesmo para ganhar mais uma porta. Outra ótima notícia: a imagem do meu notebook estava péssima, com cores apresentando problemas, a imagem apresentando instabilidade (o papel de parede mexia, por causa do defeito das cores!). Após a remontagem, este problema foi solucionado, indicando que o flat cable do monitor deve estar pegando algum tipo de ruído. Irei fazer uma isolação no mesmo que deverá eliminar esse problema de uma vez (que é corriqueiro nos notebooks da Positivo). Finalmente, o cooler estava travado, e eu o arrumei (e irei trocá-lo amanhã).

Com tudo isso, o dinheiro que eu acabei gastando com a compra do HD que não servirá ao propósito inicial (mas será util de qualquer forma, como backup móvel) fez eu poupar muito mais, corrigindo defeitos sem precisar levar em uma assistência. No final, foi um erro que valeu por alguns acertos ;)

Mais alguem já passou por uma situação parecida ? Compartilhem as experiências!

Publicado pelo Wordmobi


Backgrounder + Kirakae = Multitarefa no iPhone/iPod!

Setembro 11, 2009

Navegando pelo meu fórum preferido, o PDABrasil, encontrei este tópico, criado pelo usuário frabaptista, mostrando o uso dos aplicativos Backgrounder e Kirakae (encontrados no Cydia), dá a funcionalidade de multitarefa para o seu iPod/iPhone. Funcionalidade existente desde as primeiras versões dos gadgets, mas só utilizadas pelos programas da Apple (o Safari e o programa de mail sempre rodaram em background).

Eu já conhecia o Backgrounder, e fazia utilização do mesmo. Após a última atualização, eu percebi uma melhoria bem-vinda: o meu iPod marcava os programas que estavam rodando em background, com uma bolinha no canto inferior direito dos ícones. Isto era útil, caso eu esquecesse de fechar algum deles. Porém, a necessidade de se passar pela Springboard (a tela principal dos iPods/iPhones) limitava um pouco o uso: agora, com o Kirakae, é só apertar duas vezes o botão Home (o botão que fica embaixo da tela do aparelho) e esta tela do screenshot aparece, possibilitando a troca ou encerramento de aplicativos. Sensacional!

Com certeza, aqueles que odeiam os iPhones irão falar que é necessário burlar o sistema, instalar o Cydia (o que não é pirataria, por sinal) entre outras reclamações. Porém, estes mesmos haters são os que tem os seus Symbians, perfeitamente tunados … e que passaram algumas horas criando um certificado, ou hackeando o aparelho para ele aceitar a instalação de programas não assinados. Ou usuários de Windows Mobile que instalam ROM´s e mais ROM´s do XDA Developers! Pessoal: para aproveitar ao máximo o seu aparelho, é necessário hackeá-lo, gostando disso ou não. Eu não sou fanboy de nenhuma marca, sou um apaixonado pela Nokia, mas, nem por isso deixo de criticar alguns produtos ou os rumos tomados pela empresa. Não uso iPhone porque prefiro o E71 e o teclado físico, mas, não vejo como limitação o uso do Cydia no iPod: afinal, sou eu que teve o E71 morto em uma atualização de firmware, e teve que instalar um firmware manualmente e, ainda por cima, sendo de outra versão do aparelho! Portanto, ele está extremamente modificado, mas nem por isso meu amor pelo aparelho diminuiu.

Em suma: engenheiro que é engenheiro adora modificar as coisas ;) Conheço muitos engenheiros que morrem de medo de danificar seus gadgets, mas não conheço nenhum que nunca tenha feito uma gambiarra  “adaptação” na vida ;)