Esse post é inspirado em uma idéia, passada pelo amigo Franz Silva, via twitter. Ele me enviou algumas perguntas, as quais eu responderei por aqui, e também dar os meus pitacos. Valeu pela idéia, Franz! Abraço!
- Novas implementações de softwares/features deixaram o iPod Touch (2,1) mais lento?
O iPod Touch está um pouco mais lento, sim. A rolagem entre as páginas da Springboard não é mais tão fluída. Os jogos mais pesados, que rodavam tranquilamente na versão antiga, agora apresentam alguns engasgos. Este O.S novo é baseado no novo hardware do iPhone/iPod novo (sim, virá um iPod novo, já encontravam evidências no sistema operacional!) e ficou um pouco pesado no iPod antigo. Mas isto pode ser uma percepção mnha: o pessoal do iTouchBr, em seu review do novo firmware no iPod Touch 2g, acredita que o mesmo ficou mais rápido!
- Houve algum ganho de desempenho nos aplicativos e/ou jogos OpenGL?
Não notei. Ao contrário, o jogo que mais demandava hardware que eu tenho instalado (VM Polo Challenge, jogo gratuito distribuído pela Volkswagen), que rodava lisinho, agora têm engasgos. Mas o iPhone 3GS é muito mais poderoso, pois estão rodando o emulador de PSX tranquilamente, o que não acontece na geração anterior.
- Acelerômetro mais esperto? Resposta mais rápida?
Sim. A resposta do acelerômetro está muito mais esperta! No OS antigo, algumas vezes ele demorava para mudar o player para o Cover Flow, esta mudança é muito mais rápida. A sensibilidade provavelmente foi aumentada por causa do Shake to Shuffle.
- Houve melhora no consumo da bateria?
Ele desliga o Wifi mais rapidamente, logo, houve sim uma melhora no consumo. Já consegui passar mais de 15 horas com o iPod só em reprodução de música. Com a tela/wifi ligado, não tem jeito: 2 a 3 horas, no máximo, com brilho de tela reduzido. O grande vilão do gadget!
- Resposta ao touch screen melhorou?
Continua a mesma. O que é ótimo! Não conheço um touchscreen melhor até hoje.
- Sincronismo com o iTunes 8.2 não ocasionou nenhuma dor de cabeça?
Deu dor de cabeça por causa do sincronismo com os contatos do Google. O arquivo gcalsync.exe dava erro em toda a tentativa de sincronismo com o iTunes. O remédio, é encontrar este arquivo no computador, e rodá-lo em modo de compatibilidade Windows 98. Só assim para os problemas de sincronismo encerrarem.
- Backup feito no OS 2 (tem isto no iPod? iPhone tem…) foi restaurado sem problemas no OS 3?
O iPod têm o backup sim. Os aplicativos foram restaurados tranquilamente, já as definições, não. Tive que entrar novamente com todas as minhas senhas para os aplicativos funcionarem. Os contatos, por eu usar os mesmos do Google, após o passo descrito na pergunta acima, foram todos sincronizados.
- e o bluetooth ?
Bem, não tenho um fone de ouvido para testar, portanto, sem opinião formada.
- qual dos novos recursos agradaram ?
Primeiro, o Spotlight. Velho conhecido de usuários de Mac´s, ele busca conteúdo por todo o dispositivo. Por TODO mesmo. Busca nos mails, nas músicas, nas notas, fotos, vídeos. Muito bom recurso, posso gerenciar minhas notas bem mais eficientemente pelo iPod.
Outro recurso muito bom é o fato de se apertar o botão Home duas vezes, rapidamente, ele abre o tocador de música, que sempre roda em background (porque não liberar este recurso para outros aplicativos, ein dona Apple?). Dessa forma, podemos trocar de música dentro de qualquer aplicativo, sem a necessidade de fechar os mesmos.
O teclado landscape no aplicativo de mail é ótimo. Aliás, o teclado landscape do iPod é show de bola, fico imaginando o mesmo no N800. Dessa forma, digitar mails no iPod se tornou ótimo, e hoje é o meu dispositivo preferido para respostas rápidas.
Copiar e colar existe no iPod e é muito fácil utilizar. Pressionamos o dedo no texto, ele já abre as abinhas de onde queremos que seja o início e o fim do Copy/Paste. Pena que tenha demorado 3 OS para isso ser implementado
Valeu a pena a troca?
Bom, a resposta é um não sei! Por um lado, para mim, a graça de ter um gadget é de brincar com o mesmo. E o OS novo / jailbreak deram um novo ânimo em relação ao iPod
. Quem sabe, se eu comprar um fone bluetooth, eu use a mais importante implementação. Por enquanto, algumas modificações foram bem vindas, outras já existiam via apps do Cydia, e o meu uso do iPod é mais multimídia. Para pessoas que não fazem jailbreak / usam o mesmo para produtividade, sem dúvida vale a pena!


Essa cidade ao fundo é São José do Rio Preto!



Fennec: Esta é a versão do Firefox que está sendo desenvolvida para dispositivos móveis. Por ser uma versão alpha, têm muito futuro. É lento, até por ser alpha, possui um visual muito legal, não possui barra de rolagem, com a visualização das páginas sendo da mesma maneira de um iPhone/iPod touch, uma ótima renderização de páginas. Pena que, se a rolagem é feita de modo muito rápido, por alguns momentos ficamos sem ver página nenhuma.
Midori: Os navegadores baseados no Webkit têm na velocidade o seu ponto forte. Exemplos ? Safari e Google Chrome, coincidentemente, os mais rápidos atualmente.
Tear: também baseado no Webkit, é o meu browser de eleição! Muito rápido, mostra as últimas páginas visitadas assim que é aberto o programa (dashboard, recurso copiado do navegador Opera). O plugin do MPlayer também funciona aqui. É o meu navegador de eleição, recomendo a todos que ao menos o testem! Irão se surpreender. Ele tirou 100/100 no teste para navegadores Acid3, portanto é compatível com todos os padrões da internet.
Em 1987 a HP entra no mercado com essa belezinha ao lado, a linha 28C e 28S. O display desta calculadora é de 131×32, e mostra três linhas de stack mais uma linha para os labels dos softkeys (os nomes das teclas de função!). Sim, tenho certeza que os possuidores de uma HP já olharam para essa foto ao lado e pensaram “Mas a calculadora não evoluiu nada!”. E sim, estão certos! A evolução das calculadoras ocorreu em avanço de memória e processamento: a HP-28C utilizava um processador Saturn de 640kHz, enquanto a 28S tinha um processador clockado a 1MHz. Esta calculadora foi a primeira a resolver equações simbólicas (função de x, gente!).
A evolução desta calculadora deu origem a famosa linha 48. HP48, 48S, 48SX, 48G, 48GX e 48G+ são a mesma calculadora, mudando somente a memória disponível. Um display de 131×64 pixels, porta de comunicação RS-232 (possibilitando a desenvolvedores criarem programas de aquisição de dados para a mesma) bem como uma porta infravermelha (que é utilizada para a troca de informações e também pode ser utilizada como controle remoto de TV´s!). O processador Saturn clockado em 2MHz nas 48, S e SX, e 4MHz nas outras, e um sistema de programação avançado, nomeado RPL, um codinome entre o RPN (Notação polonesa reversa) e Lisp, uma linguagem de programação. Nos anos subsequentes, e graças a crescente popularização da Internet, o número de programas disponíveis para a calculadora torna-se imenso, aumentando a usabilidade da mesma: desde bibliotecas novas, até ROMs modificadas e programas de PIM (personal informant manager), a usabilidade destas calculadoras foi extremamente melhorada.
E agora chegamos na bola fora da HP: a 49. Nesta calculadora, a empresa errou em praticamente tudo, perdeu muito de sua credibilidade no mercado, abriu espaço para as concorrentes. Vamos conhecer os fatos:
Tentando recuperar o mercado, a empresa lança a HP-49G+. Agora, o processador é clockado a 203MHz, embora o sistema seja emulado a 75MHz. Isto é feito para manter compatibilidade com o anterior, e programas escrito em uma nova linguagem criada, a UserRPL, podem trabalhar com a frequência máxima do processamento. Embora esta calculadora foi lançada para recuperar o prestígio da HP, isso não aconteceu: o teclado, embora não de borracha, é o pior de todos: barulhento, impreciso e extremamente frágil, muitos usuários trocaram a sua na garantia por 3 ou 4 vezes, e continuavam a experimentar os mesmos problemas! A tela piscava as vezes, ou remonta alguns dados (efeito bem perceptível no TGV, embora aconteça com algumas 50G também), este efeito conhecido como “terremoto”. A empresa foi melhorando a mesma, e as últimas calculadoras já vêem com o mesmo teclado das 50G, mais confiáveis. De pontos positivos, esta calculadora possui comunicação infravermelha IrDA, limitada a 10cm para impedir os estudantes de colar nas provas, o maior display até aqui (131×80), e um slot de cartão SD, permitindo a expansão de memória.
Enfim, chegamos ao modelo atual: a 50G. Lançada em 2006, é, segundo os usuários, “tudo o que a 49G+ deveria ter sido”. Possui comunicação RS-232 assíncrona, sendo necessário um adaptador para utilizá-la como coletora de dados, como a linha antiga 48. O Equation Library, presente na linha 48 mas não na linha 49, volta. A HP abandona a tentativa de dar um look moderno para as calculadoras, e acerta em cheio: é a calculadora com aparência mais profissional após a 48-G+. Não existem grandes reclamações da mesma: o teclado é durável (embora, lançada em 2006, só temos 3 anos de amostra), são raros os bugs, enfim: se você pretende comprar uma gráfica, compre esta. A economia que pode ser feita comprando uma versão anterior (como a 48GII, por exemplo) é perdida ao se ver as qualidades desta. E o preço nem está tão diferente: enquanto uma GII custa 250-350, esta custa 350-500 (reais), onde procurando bem, você acha por um bom preço.
TI-Nspire CAS. Só para comparação: a HP-50g têm 2,6 MB internos. Esta belezinha ao lado? 32 de Flash, 32 de SDRAM e 512kb de NOR Flash, onde fica o sistema operacional. Mamamia! E o que falta nesta calculadora para ela ser perfeita? A resposta é : RPN!