Arquivo de maio 31, 2009

Quantas vezes você comenta um blog? Quantas vezes você responde a um comentário em um fórum? Uma comunidade do orkut, talvez. Bem, este fenômeno é alvo de estudo. Foi proposto por Jakob Nielsen, e é conhecido como a Lei 90-9-1.

Esta lei propõe o seguinte: 90% dos usuários de internet não contribuem (lurkers), apenas acessando os seus pontos de interesse, porém sem agregar valor. 9% dos usuários contribuem esporadicamente, pois possuem outras prioridades não relativas à internet, e somente 1% dos usuários da internet contribuem significativamente!

Entenda que o termo contribuir é muito abrangente e é algo bem trivial. Postar uma foto no Flickr é uma forma de contribuição, postar um vídeo no Youtube, um comentário em blog ou fórum, tambem.

O estudo de Nielsen é interessante, e pode ser acessado aqui. Ou, aqui, um pouco do mesmo estudo em português. Finalmente, no blog pessoal do Ibrahim Cesar, blogueiro que está entre os 100 blogs mais influentes da web em portugues e conterrâneo, podemos conhecer outros fenômenos.

No mesmo estudo, Nielsen propôe um número mais justo de colaboração, 80-16-4, com os seguintes passos:

  • Facilitar a colaboração. Muitas pessoas têm dificuldade com a criação de conteúdo, por não saber utilizar as ferramentas disponíveis.
  • Tornar a participação uma consequência. Imagine um grupo de estudo, criando os seus relatórios em um blog. Os vários integrantes do grupo postarão neste blog comunitário e gerarão conteúdo. Pessoas irão encontrar este blog nos mecanismos de buscas e deixarão comentários. Isto se torna um círculo vicioso, porém, a atual estrutura de colaboração teria que mudar. Mas não escrevo sobre gestão de pessoas para me aprofundar neste tema!
  • Utilizar modelos. O que inibe a criatividade inata de muitas pessoas é que as mesmas não sabem de que ponto partir. Tornar a criação de conteúdo mais simples, com modelos claramente definidos, irá impulsionar a criação de conteúdo. As pessoas mais audaciosas e menos propensas a seguir modelos continuariam a utilizar as ferramentas de criação tradicionais.
  • Recompensar (mas não excessivamente) as contribuições. Isto já acontece em alguns pontos. Empresas jogaram todo o seu setor de desenvolvimento para a nuvem e remuneram as melhores idéias. Isto incentiva a contribuição e a geração de conteúdo.
  • Promover as contribuições de qualidade. Isto já é feito na blogosfera: os blogs mais populares ajudam aos trabalhos de qualidade com citações, ping/trackbacks, assim melhorando a qualidade das contribuições. E, a maioria dos blogs que só copiam conteúdo, sem citar e criar, acabam fadados ao fim.

O que eu quero com este artigo? Bem, gostaria de ser uma influência positiva a todos os visitantes. Pensem no seguinte: se temos um alto nível de contribuição, teremos um conteúdo cada vez melhor à nossa disposição! Não titubeie em dar suas opiniões nos blogs: o que motiva um blogger, mais do que o número de visitas diárias, é a qualidade dos comentários. Só assim para sabermos onde melhorar, onde está bom, e o que nossos leitores esperam de nós. E, incentive seus amigos a criarem blogs: existem jóias raras que só precisam de um empurrãozinho para mostrarem todo o seu potencial criativo nessa floresta de conhecimento que é a web!

Um abraço a todos e, não esqueçam, contribuam!

Todo estudante de eletrônica, TI, ou mesmo os entusiastas já se depararam com os famosos mapas de Karnaugh, utilizados na simplificação de circuitos digitais. Aqui, falarei um pouco da história de um dos seus criadores, Maurice Karnaugh.

Maurice Karnaugh nasceu em 4 de outubro de 1924, em New York City. Estudou matemática e física na City College of New York, entre 1944 a 1948, transferindo-se para a Yale University, para completar o seu Bacharel e Doutorado. Em 1952, é contratado para trabalhar no famoso Bell Labs, um laboratório de importância gigantesca para diversas áreas de tecnologia e engenharia, pois são os inventores do transistor de silício e os primeiros a montarem um MOSFET. Mas não são referências só nestas áreas: na década de 20, o físico Walter A. Shewart introduziu as Cartas de Controle para avaliar o andamento dos processos, o que gerou a base de toda a estatística utilizada nas empresas. (Quer conhecer mais sobre as descobertas desta empresa ? Clique AQUI e veja!).

O matemático americano Edward W. Veitch inventa, em 1952, um sistema gráfico para a otimização de circuitos digitais. Maurice Karnaugh toma conhecimento disto, e, de posse dos estudos, os aprimora, para promover a otimização dos circuitos de chaveamento de telefones (PABX). Utilizando o conhecimento desenvolvido por Veitch, amplia a utilização dos mesmos, com o auxílio dos Diagramas de Venn. Com isto, têm seu nome gravado na história da eletrônica digital.

Um mapa de Karnaugh mostra a influência que as entradas de um circuito digital tem em sua saída, através de uma matriz gráfica. Através da mesma, podemos utilizar os conceitos dos Diagramas de Venn para fazermos associações de valores, e, através destas associações, encontrarmos o circuito lógico final. Temos que associar sempre o maior número de valores iguais, não importando se os mesmos já foram associados anteriormente, para obtermos a menor expressão booleana possível. Um exemplo de um erro comum:

Este exemplo mostra claramente a necessidade de sempre ser efetuada a maior quantidade possível de associações.

Bem, para finalizar, como ficaria um diagrama digital utilizando-se Diagramas de Venn? Irei colocar um exemplo, encontrado na ibibilo.org, de um diagrama de Venn para um circuito simples A’+B’ (A barra + B barra). Bem, garanto que nunca mais iremos reclamar de Karnaugh: seria muito complicado realizar isto através de Diagramas de Venn!

O que acontece quando você está em período de provas e têm um blog? Bem, ele fica às moscas ;) . Mais uma vez, peço desculpas a todos, mas é só mais uma semana puxada, depois disso ficará mais tranquilo e os posts voltarão a acontecer.

Bem, no pouco tempo livre, visito alguns blogs, e um dos preferidos é o NPossibilidades. E encontrei um ótimo post, onde o Alessandro testou o sistema operacional EyeOS no N800. O que é este EyeOS ? É um sistema operacional baseado na nuvem. O que é esta nuvem ?

Bem, computação em nuvem é um conceito novo, adotado nesta década por empresas do porte como a Google e a IBM. Neste modelo, os dados e os programas não estarão presos em um computador, mas em meio a uma nuvem de servidores espalhadas por diversos países, e acessíveis a partir de qualquer computador conectado à internet. Assim diminuindo o gasto das empresas com TI, uma vez que o armazenamento dos dados não necessitará mais de servidores dedicados dentro da empresa, sendo importante a largura da banda (em miúdos: velocidade do acesso à internet).

Imaginem um futuro onde não precisaremos ter instalado em nossos computadores, programas como uma suíte Office, onde qualquer computador com acesso à internet já será sua mesa de trabalho. Uma visão muito futurista para alguns, mas algo bem real. Já existem empresas que utilizam os serviços da Google para gerenciamento/armazenamento de mail e sua suíte Google Docs. (sim, a Google comercializa estes serviços, são uma extensão dos aplicativos gratuitos). Isto é tão real que foi um fator determinante à IBM vender a sua divisão de computadores pessoais para a Lenovo e se dedicar ao mercado de servidores. E gadgets como os MIDs e novos aparelhos celulares encaixam-se perfeitamente à esta nova tendência.

Alguns endereços : 

  • Zoho, uma suíte Office online;
  • Google Docs, a suíte Office da Google;
  • Google Reader, leitor de RSS da Google, extremamente ágil, pois você sempre terá a sua lista de RSS em qualquer dispositivo que acessar a internet;
  • Eye OS, Sistema operacional na rede. Possui vários aplicativos úteis.

Caso seja do interesse de todos, irei me aprofundar mais neste assunto. Uma idéia que eu tive, foi o de calculadoras na nuvem, pois existem várias ótimas opções!

Um abraço a todos, e, se possível, me desejem boas provas! ;)