Grátis – O Futuro dos Preços, de Chris Anderson

Dezembro 20, 2009

Retirado de : http://www.tiagodoria.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/09/free.jpg

Em setembro, o Rodrigo Toledo fêz um post sobre o livro Grátis, de Chris Anderson. Em seu post, ele cita o blog do Tiago Dória, que fêz um review (exclente por sinal!) do livro. No mesmo mês eu comprei o livro, mas somente agora tenho tempo para ler. E iniciei a leitura.

Chris Anderson é editor da revista Wired, e é autor de outro livro de sucesso, livro de nome A Cauda Longa. Como não li este livro, não posso falar muito sobre. As resenhas dos sites de venda dizem que, neste livro, o autor faz um ensaio sobre negócios do século XXI, mostrando que, graças ao advento da Internet, negócios de nicho são, hoje, tão lucrativos como produtos populares que vendem muito. Interessante e, com certeza ainda lerei este livro.

Voltando ao Grátis: O livro contém 16 capítulos, estes divididos em 3 tópicos, mais uma introdução: O que é Grátis, o Grátis Digital e A Economia do Grátis e o Mundo Grátis. Neste exato momento, acabo de terminar a leitura do primeiro tópico, o que é Grátis, e estou impressionado com a qualidade de seu conteúdo!

Imaginei que o autor trataria de sites que disponibilizam o conteúdo gratuitamente, ferramentas em geral, etc. Podemos citar o Google Docs, Flickr, Picasa, enfim, todas as ferramentas gratuitas disponibilizadas pela Web 2.0 e que eu e os frequentadores deste, e dos sites de tecnologia em geral, estamos mais que acostumados. Mas não, o autor fêz uma varredura muito abrangente, mostrando aos leitores o começo do modelo Grátis nos negócios, os quatro modelos principais de Grátis (sim, existem quatro modelos principais, e uma infinidade de modelos secundários!), e, também, toda a psicologia envolta por trás do Grátis.

Existe toda uma noção de valor em toda e qualquer transação existente; logo, ao retirarmos o valor, toda a noção que estamos habituados, deixa de existir. A internet amplificou esta noção: hoje, diversos bens, itens, softwares e até hardwares são disponibilizados gratuitamente. Mas, sim, alguém está pagando por isto.

Durante a leitura, eu acabei por pensar em relação ao grátis e minha vida. Um dos tipos de Grátis são as versões Freemium, que são onde os usuários pagos dos serviços pagam por todos os usuários gratuitos, pois o custo para manter o site é tão baixo, próximo a zero, e as margens de lucro são mantidas pelas mensalidades dos usuários Premium e por anunciantes. Flickr e Evernote são dois serviços que utilizam este modelo. Outro tipo de modelo são os adotados por livros e revistas: hoje, muitas revistas disponibilizam seu conteúdo inteiramente digital. Mesmo assim, muitas pessoas pagam por assinaturas, onde ganham as mesmas por valores mais baixos que os de produção, mas todo esse investimento é pago pelos anunciantes. As revistas de bancas de jornal, são utilizadas para o comprador têr uma amostra em suas mãos, algo que a experiência digital não replica. Ao contrário do que possa parecer, a venda em bancas de jornal não é o maior filão de lucro de uma revista: a maioria delas (revistas masculinas são exceção) têm seus lucros graças aos anunciantes, e seus maiores prejuízos nas revistas vendidas em banca, porque a maioria deste estoque volta e têm que ser reciclado.

Bem, e o modelo para livros técnicos ?

Este modelo é, ao meu ver, onde a psicologia do grátis acaba não se aplicando. Com o advento da internet, temos acesso a muita informação, algo inimaginável a 20 ou 30 anos atrás. Hoje, temos livros disponíveis em licenças como Creative Commons, que podem ser utilizados gratuitamente por quem os baixar (e eu não estou falando de pirataria!). Mesmo assim, a grande maioria dos técnicos, engenheiros, etc. preferem ter a sua cópia impressa em sua biblioteca física. O custo de impressão de um livro baixado na internet seria muito menor que a compra de um novo livro, por não estarem embutidos preços de transporte, royalites, licença, etc. Mesmo assim, acredito que seja difícil este modelo de negócios emplacar no mundo dos livros técnicos.

Algo que o grátis nunca vai causar é aquela sensação de conquista. Um estudante de eletrônica irá gastar mais de 100 reais para ter seu exemplar do Sedra; ele pode baixar este livro gratuitamente, através de sites piratas, ou também encontrar boa parte do seu conteúdo em outros livros, disponibilizados gratuitamente. Existem alguns sites de eletrônica excelentes! Mesmo assim, nenhum destes recursos irá substituir a sensação de conquista, por ter batalhado tanto para obter o seu bem. Isto, a sensação do Grátis nunca irá extinguir.

Enfim, recomendo a todos a leitura deste livro. Conforme eu for avançando na leitura, colocarei outros pontos interessantes aqui.

Um ótimo domingo a todos!


Projeto de eletrônica Digital – Contador com SetPoint – Parte 2 !

Dezembro 18, 2009

E a história do projeto de eletrônica digital continua …

Bem, de algum lugar eu teria que partir. Como eu queria ter um setpoint, eu precisaria ter uma maneira de comparar estes pulsos. Pensei em qual seria a melhor maneira de fazer isto com o mínimo de CI´s possíveis. A resposta que veio em minha mente foi: fazer a contagem dos pulsos utilizando um CI que tivesse saídas BCD; através destas saídas, eu acionaria tanto o display, como utilizaria um monte de portas AND para comparar os estados. No papel, muito bonito, mas: será que existiam estes circuitos ?

Googlando, descobri que sim: tudo isso era comercial e, melhor ainda, existem CI´s chamados de comparadores de magnitude digital, que comparam dois barramentos de contagem digital, exatamente o que eu precisava! Então, o projeto não estava perdido, afinal.

Para entrar com o setpoint, eu utilizaria chaves Thumbwhell BCD´s, que são relativamente baratas e fáceis de serem encontradas. Todos os sinais das chaves iriam para o CI comparador de magnitude, bem como os sinais das contagens: outra parte dos sinais iria para os drivers de display de 7 segmentos, que acionariam os displays.

Para a contagem, resolvi utilizar o CI 4518, que é um contador BCD duplo. Os sinais BCD iriam para dois CI´s 4511, que são drivers para displays de 7 segmentos com entradas BCD. Estes drivers também contam com o recurso de teste de display, sendo necessário um pulso de nível lógico 0 no pino correspondente. E, para a configuração, encontrei um CI 74ALS521, que é um comparador de magnitude de 8 bits. EPA!!!!! Um circuito TTL, ainda mais um ALS, no meio de um circuito CMOS ? Isto está errado, não está?

A resposta ? Sim, está! Mas eu não sabia disso ;) e fui aprender, bem mais para a frente …

Mas isto é assunto para o próximo post !

Anexo: Lembram-se do pré-projeto que era necessário apresentar? Vou colocar aqui o texto, na íntegra: assim, caso alguém resolva utilizar, sinta-se livre para tal! Ou quem sabe, desenvolver melhor a idéia.

1.Projeto – Contador Digital de 0 a 99

O projeto será um contador de pulsos, de 0 a 99 pulsos, com botão de reset e inibidor de contagem. O projeto incluirá dois displays de 7 segmentos para a indicação dos pulsos contados.

Ao realizar pesquisas, concluimos que o CI 4033 é o dispositivo ideal para o projeto, pois o mesmo permite a ligação de um display de 7 segmentos sem a necessidade de um circuito decodificador, e também permite a ligação de vários CI’s em cascata, para a contagem de dezenas. O projeto incluirá um botão de teste do display, aproveitando esta capabilidade do circuito integrado.

Outra opção poderia ser a utilização de um CI 4017, porém, neste caso, seria necessária a utilização de um decodificador decimal para o display. Ou a indicação da contagem poderia ser feita através de bargraphs, o que prejudicaria a visualização.

O CI 4033 possui uma entrada de pulso (clock), uma entrada inibidora (clock inhibit), duas entradas Ripple Blanking In e Ripple Blanking Out (utilizadas para mostrar números fracionários, não utilizados em nosso projeto), uma saída Carry Out (que funciona com o princípio do contador Johnson, e será utilizada para ligarmos um segundo contador em cascata, uma vez que este bit completa o seu ciclo a cada 10 pulsos de entrada), as saídas a até g para o display de 7 segmentos, e uma entrada de Lamp Test, que é utilizada para verificação do estado do display. O CI 4026 possui todas as capabilidades necessárias para o projeto, porém, o CI 4033 será utilizado por prover a função Lamp Test.

A princípio, será utilizada a alimentação através de 4 pilhas AA, totalizando 6 volts, e, caso necessário, um CI 7805 para a regulagem desta tensão para 5 Vcc, tensão de nível alto de circuitos digitais.

Este circuito é simples e de fácil montagem, e, com a adição de itens, pode fazer contagem automática (com a adição de um clock externo no lugar do push-button), ou comutar uma máquina após a contagem de um número de pulsos prédeterminado (com a adição de um comparador digital e uma chave thumbwell). Portanto, este circuito poderá ser dotado de novas capabilidades no futuro, não previstas nesta fase de pré-projeto.

Durante as pesquisas, foram feitas também um pré projeto de um contador com set-point. Embora o princípio de funcionamento seja o mesmo, foram usados diferentes componentes. Neste caso, a contagem seria realizada através de um CI 4518, um contador BCD duplo. Utilizando o sistema numérico BCD (Binary coded decimal) torna simples a comparação dos estados, necessário para o set-point e saída. O set-point será definido através de duas chaves ThumbWell, também BCD, e a comparação através do CI 74ALS521, um comparador de 8 bits (sendo 4 bits para a unidade e 4 bits para a dezena). Para a amostragem do número de pulsos contados, serão utilizados 2 CI´s 4511, que são conversores BCD para display de 7 segmentos.


Gadgets de técnicos / engenheiros – Eles existem e são legais pra caramba!

Dezembro 18, 2009

Retirado de : http://mesonpi.cat.cbpf.br:8080/hpcbpf/index.php?page=tecnologia.cat_elet

Quem nunca viu aquelas cenas de filme, com aquele “professor Pardal”, normalmente alguém com uma aparência estranha, trabalhando em seu laboratório, aquilo, fios para todos os lados, luzes, gráficos, etc. e não ficou impressionado ? Bem, eu não me impressionava tanto assim! Sinceramente, eu não gostava muito da área técnica. Quando um jovemzinho, meus sonhos eram ser astrounauta, bombeiro ou trabalhar com computadores. Minha vida deu uma guinada aos 14 anos, e, a partir daí, fui apresentado a esse mundo de instrumentos legais, com mil e uma utilidades e ótimos para impressionarem menininhas nas feiras de ciência da escola! Então, vou fazer um resumo bem básico, apresentando alguns deles aqui. Assim, no ano que vem, você pode ser o impressionador, ao parar do lado de um stand na feira de ciências e discorrer tudo sobre os instrumentos ;) . Sem mais delongas:

  • Multímetro: este já foi apresentado aqui. Serve para medir uma infinidade de coisas: tensão, corrente, resistência, diodos, capacitores, frequência, temperatura … Multímetros são o canivete suíço dos técnicos/eletrônicos, uma ferramenta indispensável. Tendo suas características, as quais devemos atentar: proteção, medição RMS, medição True RMS, escalas, auto range, precisão. Multímetros mais modernos têm até um osciloscópio implementado, facilitando e muito a vida do usuário para a detecção de problemas.

Figura de Lissajous em Osciloscópio Analógico - Retirado de http://www.notapositiva.com/pt/trbestbs/fisica/imagens/11osciloscopio09.jpg

  • Osciloscópios: este é um show de “ahh” e “ohhs”, com alguns “wows” durante a feira de ciências! Este prodígio é responsável pela primeira experiência com videogames, onde físicos, durante uma demonstração em uma feira de ciências (Eu disse, não disse? Ah, eu disse! ;) ), por não terem nada mais legal para demonstrar, utilizaram um osciloscópio, com algumas gerações de sinais, e fizeram o primeiro videogame, programaram o primeiro Pong da história! Desde os primórdios, onde osciloscópios tinham a sua tela de tubo de raios catódicos, até os atuais, digitais, com sua tela de alta resolução, para permitir a plotagem perfeita das funções, chamam muito a atenção. Osciloscópios servem para medir frequências, embora, com a medição destas, conseguimos efetuar muitas outras, como medição de tensão, defasagem de fase (e, consequentemente, conseguimos encontrar reatâncias indutivas e capacitivas), traçador de funções. Podemos utilizar os mesmos para fazermos curvas de Lissajous, e assim analisar atrasos em um osciloscópio analógico e do tempo do Zagaia.

Retirado de: http://images.quebarato.com.br/photos/big/E/B/357FEB_1.jpg

  • Gerador de funções: ah, e o que ele faz? Ele gera funções, oras ;) . Tá, ele gera formas de onda, que nada mais são que funções matemáticas. Os geradores de onda mais simples geram ondas de três formatos: senoidal, quadrática e triangular. Existem outros tipos de onda, outras maneiras, ajustes, como tensão de offset, amplitude da onda, cortes de função, etc. Usamos muito geradores de função em conjunto com amplificadores e osciloscópios: vemos a função de entrada e a de saída, e através desta medição, conseguimos ver graficamente o fator de ganho do circuito. Outro uso interessante, é ligar o gerador de função a um alto falante e colocar uma frequência acima de 5kHz: o barulho chega a ser insuportável, e deixa todos com muita dor de cabeça. Experimentem, mas não quando eu estiver por perto ;) (ah, para quem faz aqueles testes de audiometria para o trabalho: aqueles aparelhos são nada mais nada menos que geradores de função! O aparelho têm ondas pré-definidas, onde o responsável vai comutando entre elas, e também a amplitude, para mudar a intensidade do som).

Retirado de : http://www.flickr.com/photos/sixmilliondollardan/3251446966/

Ganho de amplificador, retratado com um osciloscópio de dois canais. A onda pequena é do gerador de tensão, e a maior, o resultado da amplificação. Retirado de: http://gilmore2.chem.northwestern.edu/projects/cmoy5_prj.htm

Bom, vou parando por aqui, pois ficou grande demais. Nos próximos dias, teremos a parte dois, com outros instrumentos muito legais!


Passando pelo mundo Linux – Ubuntu no notebook!

Dezembro 13, 2009

Como estou provavelmente de férias da faculdade (mil vivas para eu!) já posso me dedicar aos projetos pessoais. E um deles, é portar alguns aplicativos para o Dingoo. Logo, instalei o Ubuntu em meu notebook!

Eu poderia utilizar o Cygwin em ambiente Windows. Mas, isto é gambiarra, e eu estava curioso para conhecer a versão 9.10 do Ubuntu, logo, juntei a fome com a vontade de comer ;)

Dois problemas que sempre tive ao instalar distros Linux foram o suporte a redes wireless e um problema com o display do meu notebook. A placa dele é uma Unichrome, a qual não é bem suportada pelo Linux, por ausência de um bom driver disponibilizado pelo fabricante. A solução sempre foi instalar o driver aberto OpenChrome, e editar o xorg.conf para a resolução correta (1280×768). Mas, qual foi a minha supresa ao descobrir que o Ubuntu 9.10 não utiliza o xorg.conf!

Alguns minutos de pesquisa e descubro que, bem, não é bem assim. Encontrei este tópico no Ubuntuforums que explica como criar um xorg.conf no novo ubuntu. Basicamente, você abre um login no terminal, pára o servidor X, e dá um comando para ele criar um xorg.conf na sua pasta home. Após isto, é só gravar as alterações necessárias, e gravar este xorg.conf na pasta /etc/X11 . Basicamente, é isto:

CTRL+ALT+F1 (isto abrirá uma tela de login em modo texto)

sudo /etc/init.d/gdm stop
sudo X -configure
sudo /etc/init.d/gdm start ; exit

Após isto, na seção Screen, precisei adicionar a instrução Virtual 1280 768 em cada depth. A resolução pode ser consertada pela pasta Sistema > Vídeo, mas por esta configuração, a tela de Login continuará com a resolução errada. Somente desta forma, consertamos a resolução da tela de login.

Antes de instalar o Ubuntu no notebook, tentei instalar em um PC velho aqui de casa. Funcionou perfeitamente, menos o wireless, que não foi detectado. Como sei a dor de cabeça que é configurar o meu dongle com chipset Ralink do Linux, acabei optando pela instalação no notebook (que também é Ralink, mas é um chip diferente, que é suportado bem pelo Linux). E cá estou eu, postando via Firefox 3.5 no Ubuntu :D

Minhas impressões iniciais;

  • O Ubuntu 9.10 é rápido. O boot é muito mais rápido que o do Windows na mesma máquina, a instalação é rápida, o sistema em geral é bem responsável, com poucos momentos de lag, mesmo eu o utilizando em uma máquina muito ultrapassada (Celeron 1.4GHz com 512 de RAM).
  • O Ubuntu é bonito. Aparentemente, a fonte padrão do sistema foi mudada. Os papéis de parede são muito belos!
  • A detecção de hardware é muito boa. Mesmo minha placa de vídeo, embora deu o erro de resolução, detectou automaticamente a placa correta e instalou o melhor driver disponível.

Em compensação, temos alguns defeitos até certo ponto irritantes, que eu tentarei resolver:

  • O wireless vive caindo. Com Windows, a estabilidade da rede é bem maior.
  • Algumas vezes em que retirei o carregador, o Ubuntu mandou o notebook suspender. Não encontrei como configurar para não acontecer isto, e aconteceu mais de uma vez.

Espero que minha vida no Linux seja bem tranquila e que eu consiga ficar utilizando ele por muito tempo !


Olha quem voltou!

Dezembro 9, 2009

E quem voltou foi … Eu ! Depois de finalizadas as provas, estou aqui, com ótimas idéias de posts, assuntos, e os próximos passos do meu projeto (que eu ainda não terminei!).

Aguardem novos posts!

Um abraço a todos!